segunda-feira, 13 de abril de 2026

Às vezes, só às vezes

 Ponho-me a pensar que se calhar é um bocadinho triste, isto de viver completamente desprovida de fé. Não que sinta um vazio, uma pessoa só sente falta do que perdeu; é antes a consciência de uma não existência. Ah, toda a gente tem fé em alguma coisa, ó Izzie Maria, bom, eu não, superstição ou pensamento mágico até admito, sou humana, ninguém me apanha a dizer candyman três vezes seguidas, mas fé-fé, em algo maior, uma consciência universal, um desígnio inteligente, uma vida para além da vida, lamento, não me calhou. E se digo que é triste é porque em certas situações apetecia-me mesmo acreditar em algo supra ou sobre natural, como por exemplo que a Scully está lá num sítio especial, onde conheceu a Amélie e se fizeram grandes amigas, e passarão a eternidade a serem mimadas para além do que é imaginável. Disto tenho pena, de não acreditar, porque queria muito.     

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