sexta-feira, 7 de abril de 2017

The Cat Diaries (5)

Já não tenho dois gatos debaixo do armário da casa de banho. Tenho dois gatos debaixo do armário da casa de banho, debaixo da mesa da cozinha, debaixo do cadeirão do quarto. Eternamente grata pela brilhante ideia de ter trocado a cama por um sommier: ali não cabem eles.
Isto durante o dia. De noite dá-lhes a filoxera e, mal nos sentem deitadinhos sugaditos, começa a rave. Cozinha-corredor-quarto (por enquanto o resto está off limits), mas principalmente corredor, a avaliar pelo desalinho das passadeiras. Não me estou a queixar: besugos brincam, correm, parvam, como é bom que o façam. Já preferem as mantas ao chão, e comem que nem condenados, como se amanhã não houvesse. Um dia perceberão que haverá sempre. Tal como um dia deixarão de apanhar valentes sustos se os apanhamos fora dos esconderijos.
Falando de sustos e flagrantes delitos, ei-los.


Bandido nº1:

Bandida nº2

Não, não foram escolhidos a dedo, mas até parece. A bandida nº2 foi adoptada de boca, nem sabíamos como ela era.

(ainda não há nomes, porque derivado. já reduzimos o leque para Luke&Leia, Dexter&Debra, Scully&Mulder. isto se não nos lembrarmos de outros entretanto. ou voltarmos atrás. isto é terrível, uma angústia, não sei como é que o pessoal que procria consegue cumprir os prazos de registo)

23 comentários:

  1. Opá, tão lindos. E que gatões!

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    1. São mesmo, sairam um belo par. Pena é o feitio :D

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  2. Não está a votos, mas eu voto na mesma: Scully&Mulder. Adoro :)

    E parabéns, que eles são uns lindos!

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  3. Leia não dá porque é o nome da minha e se tiver um crianço, será chamado Luke (em casa :P). eu gosto de scully and mulder.

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    1. O problema de Luke e Leia é que está muito visto, mas também gosto imenso...

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    2. E eles são irmãos. Não deveria ser antes Leia&Han :D?

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  4. oh, tens um garfield <3 tão lindos, pá ^_^ (eis algo que nunca digo de bébés xD )

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    1. Por acaso são lindos, mas também consigo dizer o mesmo de bebés. Se calhar é sorte, mas as pessoas que conheço têm filhos mesmo giros ;)

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  5. Que gatões mais formosos! Adoro as expressões de "wtf".

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    1. As expressões de wtf passaram para tirem-me daqui, esse é o problema...

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    2. É sempre mais complicado quando são gatinhos mais velhos. Mas eles rendem-se :D.

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    3. Li o comentário a seguir e, por isso, acrescento só isto: quando a nossa Brigite veio para casa, avisaram logo que ela não suporta outros gatos e forneceram um vaporizador - como aqueles dos perfumes de casa - que espalharia umas hormonas que a tornariam mais sociável para connosco. Foi resultando e, ao fim de uma semana, a Brigite já se dignava a "falar" com a plebe, lol.

      O ponto que quero fazer é que talvez os teus gatinhos precisem de algo desse tipo, um estimulante. A habituação de gatos mais velhos e de rua será sempre diferente e foi algo não muito correcto se te disseram que seria fácil. Os laços formar-se-ão sempre de forma diversa.

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    4. Já temos um difusor feliway, desde o primeiro dia! Isto está a ser angustiante. Eles parecem continuar a ter medo de nós, e estão visivelmente tristes. Esta noite deixei uma série de bolinhas de papel a ver o que acontecia, e ele fartou-se de brincar. Esta manhã está tudo na mesma.... já pedi ajuda, e estou a pensar até consultar especialistas em comportamento animal. Nem todos os gatos precisam ou querem ser salvos, e mantê-los numa situação stressante pode fazer pior que devolvê-los.
      Nem consigo administrar-lhe desparasitante, e a pequenita tem uma massa num maxilar que não me deixa examinar. Nesse ponto falharam connosco, ela deveria ter sido examinada previamente. No resto, não nos prometeram que seria fácil, mas eles não correspondem ao perfil meigo que nos transmitiram

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  6. Lindos mesmo! Ela, então, é uma coisa... é isso ainda se vai dar. Bjs

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    1. Pois, Patrícia, não sei se se dá. Tivemos uns dias em que andavam melhor e parecia um progresso, mas desde sexta estão ambos numa apatia tremenda, cada um no seu cantinho. Temo que estejam deprimidos, e é um dó vê-los assim. A comida ingerida diminuiu, a actividade nocturna também. Estamos muito receosos, a depressão pode matar um gato. Começo a pensar que a personalidade de gatos livres, de rua, seja demasiado forte e já formada, e a adoptabilidade tenha sido mal avaliada.

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  7. Acho que antes de 2 meses no mínimo não é para teres medos. A minha vinha a nós mas sempre de unhas de fora, foram precisos quase 4 meses para ela perceber que não podia andar sempre de unhas de fora, eu então que sou uma chata do caraças e não respeito espaços andava toda marcada.
    Comida comia pouco e fazia diarreia, ainda mudei duas vezes naquela dela não se dar (o que era uma chatice pois o outro dava se muito bem com a ração), então comecei a perceber que o problema eram nervos, voltei a ração do costume e demorou a volta de 3 meses os intestinos estabilizarem.
    Por isso 1/2 semanas não dá para ver nada, é manter a calma e fingir que eles não estão lá

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    1. R, nós já tivemos o nosso momento histérico, já acalmámos, já tivemos outro momento histérico, e voltámos a acalmar.
      O que nos custa horrores é pensar que podemos estar a fazer mais mal que bem. É que os bichos já moram aqui, ó, no coração da gente.
      (obrigada pela mensagem positiva)

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  8. Ainda não tinha comentado a tua odisseia, porque acho que muita gente te deu bons conselhos, mas aqui vão os meus 2 cents...
    Já adoptei gatos adultos que se via que tinham tido casa um dia, porque quando cá chegaram, era tudo deles e não estranhavam nada (e eu até tinha um cão!), mas adoptei uma que sempre viveu na rua (3 anos), que era mansa mas hiper-nervosa, chegou a arrancar o pelo todo até aos ombros. No meu caso, a devolução à rua estava fora de questão porque tinha FIV e estava a condená-la a uma morte precoce e macaca e a infectar os outros, mas viveu connosco 9 anos e quero acreditar que foi feliz no meio do stress dela. NUNCA entrou na sala nem na casa de banho, mas saltava para a secretária para me dar marradas na cabeça, coisa que nenhum outro me fez.
    E eu que já tive todas as cores de gatos, digo-te uma coisa que podem achar estúpida (e racista já agora!), mas para mim os gatos amarelos são parvos e as tartarugas são ariscas, por isso, dá-lhes um desconto.
    Dicas que posso dar-te se ainda não tentaste... Para os pores na transportadora, transpotadora ao alto, agarrar no canhaço com um movimento firme e rápido e pumbas, lá para dentro de cu e fechar rapidamente a porta. Não é meiguinho, mas a necessidade aguça o engenho. Para dar medicamentos e calmantes, há umas seringas com a ponta mole e é o mesmo: agarrar no cachaço e carregar lá para dentro. E aparar as unhas assim que puderes.
    Desculpa o testamento, mas estou mesmo a torcer por vocês os quatro.
    Ah,e não os baptizes de Kurt e Courtney, OK?;-)
    Paula

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    1. Paula, obrigada, todos os relatos que me têm aqui deixado são muito apaziguadores. A única experiência que temos é de uma gatinha que tinha o seu feitio, muito senhora do seu nariz, mas era, na verdade, um monte de açúcar. Habituou-nos mal, é o que é.
      Mas já estamos mais calmos. Ele brinca tooooda a noite, o grande maluco. Ela continua tímida e escondida, mas vamos ter calma e paciência. Isto vai. O que nos estava a custar horrores é afeiçoarmo-nos aos bichinhos, e calhar falhar...
      E não, não se vão chamar Kurt e Courtney, tadinhos!

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    2. O "canhaço" ali em cima era o cachaço, claro. Já era muito tarde!
      E já alguma vez viste a série My Cat From Hell? Aquilo é que é um encantador de casos bicudos e tem um ar tão cool!
      Paula

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  9. Também usei felliway quando tinha um amarelo debaixo da cama ou atrás do sofá, mas sempre ao largo, situação que se manteve durante quase um mês. Acho que foi mais o tempo e o ganhar confiança que o felliway, mas tenta-se tudo. Desde que comam vai tudo bem, e se deixam de comer não é cá cenas psicológias, por norma é mesmo doença (sim os gatos deprimem,mas em situações mais complicadas, perda de dono, abandono etc). O meu deixou de comer na segunda semana, vet com ele (não ajudou nada) e tinha constipação da grossa. Este veio da UZ e tinha vindo de um quintal onde era alimentado por alguém das redondezas(e, estou convencida pelo medo demonstrado, ameaçado com vassoura ou bengala, ou mais do que ameaçado, ainda hoje nem quero pensar nisso), casa era algo estranho para ele. O meu segundo veio da rua e de situação de abandono, pequenito ainda, nunca teve essa timidez de se esconder, era mesmo tudo dele, aliás passava a noite a partir coisas, era uma tourada.
    Gato de rua desconfia de pessoas, sabe que pode dar pontapé ou pior, provavelmente já levaram alguns se confiaram, é medo que demora a passar, mas passa com o tempo. E vale tanto a pena :)
    Vai correr bem
    São R

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