quinta-feira, 30 de março de 2017

The Cat Diaries (1)

Desde as dez de ontem temos um ser muito assustado, muito deprimido, muito calado, a viver debaixo do nosso armário de casa-de-banho. Esta noite limpou as tacinhas de ração seca e húmida (atum e gambas, o finório) que lá deixámos, do mal o menos.
Dá já ares de ser ideal para aquela casa: deprimido, check; nada lhe tira o apetite, check. O calado é que não, mas temos tempo.
Vamos a isso.

(não há possibilidade de fotos, derivado da situação de armário ser rasteirinho e não ir torturar bitcho com flashadas. nome, não há, que sua excelência ainda não dá ares de nada.)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Terra de cegos

Oito meses após participação do sinistro, seis meses após envio da última documentação necessária (orçamentos, e que não me cabia enviar, só sou a lesada, e não a cliente), tudo na mesma.
Um dia depois de eu ter tirado um bom tempo do meu dia para elaborar email a reclamar, cheio de termos jurídicos, aliás nem por isso muito densos, como "responsabilidade extra-contratual", "danos patrimoniais" e "danos não patrimoniais", ou "agravamento de danos imputável a demora na V. decisão", culminando com "prazo de dez dias para resposta cabal ou entregarei assunto ao meu advogado, para recurso às devidas instâncias judiciais", e já me ligam todos lampeirinhos, ali a agilizar a cena.
Num país onde compensa ser Golias, valha-me a sorte de - vá lá - ser uma David armada com fisguinha. Nem imagino a rameira de vida de quem não a tem ou não tenha aprendido a apontar, fosga-se.

quarta-feira, 22 de março de 2017

E depois admiram-se de haver cada vez mais divórcios

- Ah, queres ver o segundo Star Trek? Aquele em que entra o Idris Elba?
- 'Tá beeeeemmmm....



(não tenhas cuidado com o que te dou a comer/beber, não.)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Nós por cá

Eu - 'Tão diz que o Ben Affleck veio a público admitir que tem problemas de alcoolismo e não sei quê.
Ele - O alcoolismo não desculpa o Batman.
Eu - ...

sábado, 18 de março de 2017

Sweet kitty o'mine

Atenuada a culpa, o desgosto, e enterrados todos os "ses" que me vinham atormentando (se tivesse sido mais atenta, se tivesse reconhecido os sinais, se tivesse agido mais cedo, se tivesse, se fizesse, se, se, se), finalmente concedi que era tempo de adoptar um/a novo felino/a lá para casa. Dois, talvez; sempre teriam companhia enquanto estamos fora. Conversámos e acertámos ponteiros, não que as nossas exigências e pré-requisitos sejam extensos, mas é preciso ser responsável e definir, a priori, qual a nossa disponibilidade e capacidade. Sim, preferimos meninas, mas se for um par pode ser um de cada. Sim, preferimos jovens, mas até três anos vale tudo, e não descartamos a possibilidade de nos embeiçarmos por um/a mais velho/a. Bebés é que não, que nem ficava descansada: qualquer bichito bebé precisa de um acompanhamento que não podemos dar, a gente ainda trabalha para comer. Cores, raças, é indiferente.

E iniciei a busca. Vivó feicebuque, ali encontra-se de tudo. Sendo que "tudo" é dar-me conta da triste realidade de dezenas, centenas de animais a aguardar adopção, principalmente cães. E daqui vai já um disclaimer e palavra de muito apreço por todas as pessoas que se dedicam a resgatar, tratar e mimar os bichos que ninguém quer. É preciso muita dedicação, altruísmo e amor. Mas depois há a face negra da lua.

Primeiro, não deixa de me espantar a quantidade absurda de associações, instituições, grupos mais ou menos formais de pessoas dedicadas à causa animal. Penso que tal se deverá também a um desinteresse das autarquias em tomar as rédeas desta função que é garantir o bem-estar animal, sendo que a questão dos animais errantes é, em primeira linha, uma questão que deveria ser tratada e apoiada pelo poder local. Felizmente não é o caso da minha freguesia (orgulho!) que está a tratar de ser pioneira neste assunto. Mas a realidade é a de dispersão de esforços e meios, o que não será muito produtivo em termos de resultado, adiante. A verdade é que são constantes os perfis com peditórios, apelos mais ou menos desesperados, e outras coisas, que é a cena encanitante seguinte.

Segundo, ele há pessoas muito dedicadas e altruístas, verdade, mas entre estas e paralelamente a estas a percentagem de malucos é considerável. Desculpinhas aos mais sensíveis, que eu cá também sou muito adepta da causa de bem-estar animal, mas há, no meio, gente que precisava, asap, de apoio psicológico. Ou uma vida. Sim senhora, muito carinho e mimo aos bichos; ok tudo bem, até somos vegetarianos ou vegan; mas fica um bocadinho mal a gente tão empática depois ter atitudes em relação ao ser humano que, ahém. Exemplo: animal maltratado, por gente obviamente desequilibrada ou simplesmente má, está mal, indigna, é chocante; mas não se deseja fazer o mesmo a dita gente. Um gajo ou é humanista ou não é. Ir para os murais que exibem bichos em estados lastimosos (e há animal lovers que se comprazem em, assiduamente, exibir tais exemplos gráficos de crueldade) destilar uma vontade de mal fazer aos perpetradores é ser igual a eles. Manifestar sentimentos de "matava-os a todos" é ser tão selvagem quanto eles. Afirmar à boca cheia que face a tais situações se perdeu a fé no ser humano, se não for uma declaração prévia ao suicídio de quem o diz, é só parvo.

Terceiro, e ainda dentro do grupo de animal-lovers que acham que as 'ssoas são todas más e podres porque há alguns a fazer mal a bichos, mas ainda assim não verbalizam desejos de tortura e morte horrenda a quem o faz, temos duas nuances: a) os que aproveitam, face a qualquer descrição de crueldade animal, seja de abandono ou mesmo mau trato físico, para dar o seu bom exemplo. "Ai que gente tão má, eu estive desempregado/a, doente, com caspa, a viver num barraco, e nunca faltou nada aos meus bichinhos". Que bom, são excelentes pessoas, pegai lá a medalhinha e ide pontificar para o raio que vos parta. Sabeis lá das circunstâncias dos outros. b) os que vêm exprimir tristeza, descontentamento, sentimentos mui extremos, normalmente pontuados por emojis, mas nunca fizeram um cu nem deram cinco tostões por causa alguma, humana ou animal. Adoram sofrer, por sentem muito, são muito sensíveis, e não param de o demonstrar alto e bom som a todo o mundo. como os que lêem notícias de desastres, choram muito, "ai coitadinhos, coitadinhos", e depois fecham o correio da manhã e vão à sua vida.
Enfim, dava para vários tratados.

Anyhoo, e continuando. Detectei e seleccionei várias instituições ou associações que me pareceram sérias, e restringi-me a essas. Vejo os respectivos anúncios, mas ainda me sentia relutante a avançar. Mas um dia avancei. Escrevi e-mail para o contacto indicado, onde me identifiquei, dei nº de contacto, expliquei a nossa situação e interesse em adopção, quiçá dupla; responderam-me de volta e telefonaram; marquei uma visita. E lá fomos, me mate e eu, visitar os três jovens que se encontravam na instituição (ao que parece haverá muitos mais em FAT, mas não me deram indicação de ter uma lista organizada com características, sequer; má política, adiante). E zás, gostámos de dois dos bichos. Gostámos é pouco. Falámos com a responsável presente, contei que tínhamos perdido uma gatinha já com 14 1/2 para insuficiência renal, iadaiada, conversa de circunstância, descrevo a casa e condições que temos, e fulana gela à menção de "varanda". Ah, têm uma varanda aberta! Eles fogem... Pois temos. E um pátio. Descrevo dita varanda e pátio, varanda essa vedada nos pontos mais sensíveis com sebe daquelas do leroy em pauzinhos, metro e meio (a nossa velhota odiava e tinha medo de outros gatos, era para os impedir de entrar mais que impedi-la de sair). O acesso à varanda, só quando estamos em casa; ao pátio só quando lá vamos. Varanda não dá para a rua, mas para zona de traseiras com logradouros (muito comum em Lisboa), não é alta, sequer. Mas ela ficou paralisada no "varanda", acho que nem ouviu mais nada, até esqueceu a parte da gata que viveu naquelas condições durante 13 anos, e nem morreu disso. Aproveitou (vide desabafos supra) para mencionar a sua varanda, devidamente marquisada, para que seus pupilos não fujam. Explico que no can do (sou membro fundador e, so far, sócia única da BAM!, Brigada Anti-Marquise). Ao menos uma rede. Nopes: varanda tem estendal exterior acoplado, não é exequível.

Antes de prosseguir: fogem é o caracinhas. Podem ir dar uma volta, controlada, aliás, mas fugir? Logo que um gato - obviamente esterilizado - se apanhe lá em casa, a comer do bom e do melhor, com mantas e caminhas à descrição, dois escravos totós, é o foges. 'Tá bem, abelha.

Prosseguindo, fomos chumbados. Parece que ter filhos e uma varanda, tudo bem; animais, é que não. Os bichinhos são para estar em casa, em segurança. E lá ficarão, claro, como os outros na casa da dita colaboradora, onde parece que já são mais que vinte, e não admira, com tanto fricote para lhes dar destino. Mas claro, muito melhor ter duas dezenas de bichos numa casa, com marquise, sem atenção personalizada, decerto sem as condições que lhes daríamos, que um ou dois chez nous, les palhacitos. É que assim depois podem ser as mártires abençoadas da causa animal, as que sacrificam higiene e bem-estar (próprio e dos vizinhos, que vinte gatos, um dia inteiro sozinhos, nem com dez caixas de areia deixa de cheirar), vida própria, liberdade, em prol dos queridos, queridos bichinhos, esses seres puros sem maldade, que humano nenhum lhes chega aos calcanhares para cuidar, lá todos acondicionadinhos a monte mas muito resguardadinhos, deunolibre de apanharem ar que ainda resfriam, melhor ser também uma casa sem electricidade que ainda se enforcam nos fios, ou os mordem e morrem esturricadinhos, ai jasus que ninguém é tão bom como eu, e depois venha daí um donativo que estamos soterrados de bichos para alimentar, vacinar, pipetar, wczar.

E pronto, para a semana vamos a um sítio sem tanta frescura, daqueles que sabem que não tarda vêm aí novas ninhadas que lhes vão largar à porta e já têm muito com que se coçar e nem um nico de espaço, um sítio onde - presumo e espero bem - sabem que quem cuida 14 anos não é de rejeitar, um abrigo pret-a-porter, de entra sem gato, sai com gato.
Quanto aos outros: ó pá, cresçam e façam-se, e entretanto forniquem-se.

Aditamento: me mate fez-me notar que a tal pessoa, afinal, terá dito que tem três gatos e não vinte e três. não sei qual de nós ouviu/entendeu mal, mas uma coisa é certa: já pude constatar haver pessoas que acolhem, à vontade, mais de uma dezena de gatos.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Actual estado de coisas


O ponto alto do fim-de-semana

Julguei que tinha ocorrido logo sábado ali pela hora de almoço, quando assistimos a duas indivíduas de etnia cigana a rematar uma discussão com um lojista de tez castanha com um "vai para a tua terra!".

Mas entretanto, no domingo à noite, dei com um post de um reputado escritor português, há muitos anos radicado num outro país europeu (para onde emigrou há décadas, em busca de uma vida melhor e um país onde não fosse perseguido ideologicamente, ó ironia), manifestando a sua intenção de voto no Wilders. Explica ele, entre outras pérolas, que partilha a sua ideia de deportar os marroquinos que, na Holanda, encabeçam as estatísticas da criminalidade (estou a citar, e não, não há link. como citado autor também não se dá ao trabalho de lincar a fonte de tal afirmação sobre as estatísticas da criminalidade).

É o remate, a cereja no topo do bolo, daquilo que me parece um fim-de-semana temático. Deportemo-los, portanto. Todo um grupo, porque xis por cento deles fazem merda, sem mais. Nada cá de averiguar se entraram legal ou ilegalmente, ou atribuir penas acessórias de explulsão apenas a quem seja condenado por prática de determinados crimes. Todos, to-dos porta fora, aahhh, e quando isso não resolver os problemas sociais, e seja necessário arranjar outro bode expiatório, hum, logo se vê, há tanta escolha, já dizia o outro, primeiro vieram pelos judeus e eu nada fiz.

Por este andar, porque não privar de direitos cívicos todos, mas mesmo to-dos os homens? Afinal também são eles que encabeçam as estatísticas da criminalidade. Vamos a isso, cria-se uma espécie de reservas, enfiamo-los lá todos, ou talvez não, pois não? Logo vi.

[removido da minha lista de leitura. já andava a ponderar de há uns tempos a esta parte, atento o teor de umas transcrições de colunas de opinião nesse excelso pasquim que é o correio da manhã. e não deixo de lamentar que alguém envelheça assim, amargo, carcomido por preconceito, afogado em fel.]

quinta-feira, 9 de março de 2017

E agora, algo completamente diferente

Não entendo, aliás repudio o conceito de brunch. Gente que não acorda esgalgada de fome e não trata de se alimentar logo de manhã - depois do duche e se vestir, há mínimos, e outra coisa que não entendo e repudio veementemente é o pijaminha o dia todo - não é gente boa. E isto pode suceder às sete, nove, dez, onze, meio dia: não começar a jornada com piquen'almoço não é coisa de gente de bem. Pode ser continental ou inglês, mas é pique'almoço, não me lixem, não um tertium genus entre piquen'almoço e almoço. Não. Se depois não têm fome para almoçar, sejam crescidos e assumam, mas não abstardem nem amalgamem refeições. Dois em um é coisa de champô rasca e gente preguiçosa. Acordar tarde, não fazer desjejum, sair de casa para sítio mais ou menos chique onde se toma um piquen'almoço arraçado de almoço é já coisa de gente filha do demo.

Dito isto, e estabelecido que fica que pessoas que não acreditam em piquen'almoço não são bem pessoas, tenho de confessar que sou a favor e pratico muito aquele conceito que os amigos anglófonos chamam de breakfast for dinner. E alerto: porquê a discriminação, porquê ostracizar os adeptos desta modalidade? Porque não temos direito a nomenclatura própria, fuffets especializados em locais féchion, notação e divulgação em blogs de laife-staile?

Inicio, portanto, o movimento brinner - petit nom que sugiro para breakfast for dinner. Uma vez por semana, ao menos, celebrem a vida bonita jantando uma taçorra de gelado com canudinhos de bolacha baunilha. Uma tosta mista com cola zero. Pão e queijo. Bolo. Para os lacto-tolerantes, uma tigelinha de cereais; para os valentes que depois de um dia de trabalho têm força para fogãozices, panquecas. Saquem do telemóvel e instagramem estes momentos de puro deleite e savoir vivre. De loucura, de transgressão. Vivam no limite, assumam o risco. Ou isso, ou parem de ficar de olhos esbugalhados e de dar voz a reprimendas quando respondo com verdade, sem medo, com ousadia, à pergunta "'tão o que é que jantaste".

quarta-feira, 8 de março de 2017

[ ]



[e não, não vou elaborar sobre o tema e sobre a data, que estou até aos cabelos de merdiquices aqui no emprego a que acedi por concurso, a que concorri voluntariamente e em pé de igualdade com qualquer outro cidadão com as mesmas habilitações, depois de completar a escolaridade obrigatória, complementar e universitária, onde ganho o mesmo que todos os do mesmo escalão/antiguidade, sejam quais forem os cromossomas que lhes foram atribuídos à nascença, e nos entretantos também tenho outra vida, lá na casa que comprei e registei em meu nome, e ando a pagar a partir da minha conta bancária, e à qual chegarei em viatura também própria, que conduzo e estaciono num lugar que tomara muitos, e sem sensores, o milagre, casa essa onde decerto me mate chegará antes de mim, como habitualmente, e onde apanhará a roupa estendida e quiçá, que não mando nele, ainda adiantará outra máquina, ou não, se esperar ainda lá ponho a camisa que trago hoje, sendo certo que me marimbei para o jantar, logo veremos em que consistirá tal repasto, somos só dois porque assim o quis(émos), e o determinismo biológico não me/nos é imposto, e tal e tal, não, não me vou chatear a explicar que não celebro porra nenhuma, mas assinalo e não esqueço, nunca, quem não teve e não tem este leque de possibilidades pela frente, o direito a escolher, o direito a ter, o direito a viver como bem entender, e enquanto o estado de coisas for o que é, em que parte do mundo seja, e por que constrangimentos calhar, cá estamos, dia oito do três, todos os anos]

terça-feira, 7 de março de 2017

I'm mad as hell and I'm not going to take this anymore

Mad as hell é, basicamente, a tagline do meu feitiozinho do caneco. A parte do not going to take it anymore é que é mais transitório, ou seja, passa. Que remédio, um gajo não pode mandar tudo às malvas, por sistema. Às vezes é preciso trabalhar dentro do sistema, tipo bicho da fruta. De qualquer forma, voltando ao mad as hell, que aliás define muito bem a minha explosiva maneira de viver, já teve melhores dias. Acho que estou na reserva. E a pensar que, se a efectiva mudança e o caminho para tal não dispensa esse sentimento de revolta, este também não pode ser alimentado a acendalhas, ou um fluxo de combustível. Temos do outro lado do lago um bom exemplo que estar permanentemente zangado - e afirmar que não se atura mais "isto", seja lá o que "isto" for - pode ser um caminho bem pior.

[mas atalhando caminho, que de momento não tenho cabeça para estas considerações, que a revolta pelas grandes coisas se me está a esgotar, tantas vezes que nos últimos tempos se acendeu; e a revolta pelas pequenas - pequeníssimas, mesquinhas -  anda a consumir, tantas e tantas vezes me tem calhado neste maravilhoso buffet da vida que é o trabalho]

Achei curioso, para não dizer irónico, ter ontem visto este slogan num cartaz de uma manifestante, do outro lado do lago. Curioso porque identifiquei a frase, coisa que não teria podido fazer aqui há uma semana. Irónico porque penso que, de alguma forma, e embora possa parecer adequada a quem motivada e justamente se revolta, lá nos States, falhou-lhes uma possível leitura do filme de onde foi retirada.

O filme é Network, e tem quarenta anos. Córenta, jasus. E, ainda assim, seria uma das minhas primeiras escolhas para mostrar a estudantes de jornalismo. Caraças, que grande filme. Um tratado satírico sobre infotainment. Não é fácil retalhar e discutir, num mero e breve post. Desconstruir ou isolar todos os sumarentos temas abordados numa hora e picos de película, com um texto maravilhoso e interpretações fora de série (e oscarizadas), não é fácil. Mas deixo o isco. E o tema, ainda a badalar-me esta cabecita. A revolta: como, quando, porquê. E para - ou contra - quem ou o quê. Que não basta, este bater de pé, é preciso fazer, agir. Mas como. E com quem? O populismo, ou antes, o discurso populista. A revolta, pura e simples revolta; ou o mero discurso de revolta: a quem aproveita? O que farão dele - de nós, os revoltados? Epá, tanta coisinha para pensar.



 [clips com o devido spoiler alert, ok?]