Dana Scully vive, às vezes desconfio que por pura teimosia. No domingo estava muitíssimo bem disposta: passou o dia entre banhos de sol na sua cadeira da varanda, passeios pela casa ondulando a cauda, e repouso em frente ao radiador (que se mantém ainda ligado, nos mínimos, por mor de Sua Alteza). No meio desta agenda preenchidíssima, conseguiu encaixar um refilanço que me foi dirigido, e um ralhete bem vincado, desta feita a me mate. Quem a acarinhou nos últimos dez anos sabe o que isto significa: de cabeça e de humor, está óptima.
Amanhã vamos fazer uma avaliação com a vet, mas por enquanto não há sinais de dor ou sofrimento, (e tenho analgésico em stand by para o caso). Continua a gostar de festas e mimos, odeia a hora da refeição forçada (sonda), outro dia apanhei-a a beber água, mas comer por si, não há maneira. Vem acordar-nos à marradinha, ainda não raiou o sol. Adormecemos e acordamos com ela à nossa beira. Volta e meia ainda se nos solta um choro; mas é maior a alegria e gratidão de ainda nos acompanhar.
Cada dia é um presente, motivo de festa. Cá em casa, estamos em paz.
*The Beatles, claro. Há sempre música dos Beatles adequada a toda e qualquer ocasião.
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