Acho uma seca, cine-bios, mas como papalva de primeira que sou, vejo tudo. Bom tudo não, fuck Melania, ainda tenho limites. A do Maiquél não passa os limites, e tenho muita pena que não tenha tido o mesmo discernimento em relação à do Freddy Mercury. Ah, ó Izzie, olha c'o moço estava igualinho, pois estava, e depois?, o filme era uma merda onanista, aquilo era tanto o Freddy como o lápis Viarco amarelo que tenho aqui ao lado.
Já que se fala de biopics, que é o nome correcto, mas gosto mais de cine-bios para os maus, achei muito, muito, muito fixes as do Elton John, Rocketman; e a do Robbie Williams, Better Man. Ao menos são criativas, pô.
Falando de filmes, e porque não tarda estreia a sequela, venho recomendar, por todas as alminhas, o Godzilla Minus One. Ó Izzie, isso é tão datado, e desde que os amaricanos pegaram na simpática bicha radioativa deram cabo daquilo. Errado: se é bem feito, não é datado. Certo: os amaricanos não podem pegar em nada estrangeiro que não abastardam, contra esta apropriação cultural não vejo ninguém a revoltar-se. Este é de origem - japonês -, com um ritmo e narrativa muito próprio, e está fa-bu-lo-so. Os efeitos especiais apenas surgem quando necessários, e um gajo dá por si a apegar-se aos personagens, a seguir com gosto as suas histórias, e a certo ponto do filme aqui a menina apercebeu-se que estava mesmo muito investida quando berrou, sim, berrou com a perda de certa pessoa, não vou spoilar, mas fiquei pah, não, rolou uma lagriminha e tudo. E a bicha radioativa está muito fixe, ui. Já agora, o nome japonês é Gojira, gosto em conhecer.
De séries, nada de relevante a apontar, a não ser que a nétefliquece deu dinheiro aos noruegueses para fazerem a sua versão do Harry Hole, e em boa hora, quase me conseguiram fazer esquecer a vergonha da adaptação amaricana com o Fassbender, bastardos dos 'maricanos, vide supra. A série está bem boa, considerando. E o Tom Waller, que maravilha. Vede, vede.
De resto, aderi à cena dos canais do iutube. Há gente muito fixe a fazer coisas, por lá. Quais influencers (cuspidela de desprezo), há pessoas a criar - odeio a palavra - conteúdo que tomara muito profissional. Do bom, sumarento, do que nos faz aprender coisas, aguça curiosidades, entretém e faz passar um bom bocado.
Além de seguir um número razoável de boas e benfazejas pessoas que nos ensinam a desenhar e pintar, gosto muito do Music Mongoose (quem é que não aprecia historinhas boas e bem contadas sobre as banduchas e cantoriscos que apreciamos, hein, e mesmo os que não apreciamos, este deu-me uma satisfação nada cristã, confesso).
Pretendo experimentar um total de zero receitas das apresentadas no Tasting History with Max Miller, mas o apresentador é um corajoso (como demonstrou no episódio do garum, só vendo), e sabe contar uma história. Apanhou-nos com os menus do Titanic, e já é vício.
Finalizo com uma iutuber que gosto muito de ouvir: é muito inteligente, estuda -mesmo!- e sabe sobre o que fala, tem um sotaque a-do-rá-vel, e se não concordei nadinha na apreciação que fez de Wuthering Heights (num gota...), tenho de admitir que não deixa de ter razão, os personagens são todos pessoas horríveis (e é esse o ponto, acho eu). Aqui há dias publicou um video que é assim, tipo, pah, píncaros. Adorei, adorei, adorei. Que brilhância de análise. Ora vede, vede.
Sugestões, há? Fazeide o favor, agradeço antecipadamente, gostava de ter bolinho e chá para oferecer, mas isto é a net, não se proporciona.

