Na qualidade de consumidora final estou em condições de afirmar que, em relação à péri, a meno se está a revelar mais empática, até simpática. Sim, ainda tenho vontades súbitas de esganar 'ssoas, mas menos vezes. Sim, há dias em que alguém a mastigar um pãozinho de leite ao meu lado é suficiente para me lançar naquele estado. Continuo com comichão no canal auditivo, todos os dias, a qualquer hora, e sim, tenho mesmo de enfiar o dedinho para acalmar, ou, leia-se supra. Mas não me doem as articulações (por enquanto), não me cai mais cabelo que o normal (por enquanto), já não acordo, sistematicamente, às três da manhã, mas neste ponto há que dar crédito ao magnésio, bendito seja, bisciglinato ou outra formulação, tem é de ser muito.
Só uma coisa piorou: os calores. O calor. Sempre fui hiper friorenta, e agora ando sempre a destilar. A suar da testa, do bigode. Da nuca. Onde a roupa está mais justa. Tenho muito, muito calor, permanentemente. E, de quando em vez, tenho ainda mais, muito mais calor, como se tivesse uma fornalha em brasa aqui dentro e alguém deitasse mais uma pázinha de carvão, só por maldade. Nessas alturas juro que morro, tenho a certeza que estou a deitar fumo pelo cocuruto, decerto estarei também vermelha como um pimento, mas me mate garante que não, estou normalíssima. Normalíssima o caraças, o meu spot preferido é, atualmente, o corredor dos frios do Lidl, aquele que tem arcas de congelação de dois metros de altura de um lado, os frescos a ocupar a parede toda do outro, paro ali o carrinho e finjo que estou a ver uma coisa muito importante no telemóvel, mas estou só a repor a minha coolness, juro, é decadente, mais, de-ca-den-te ter-me transformado em salamandra ambulante, logo eu, que tenho camisolas de lã muito catitas e casacos quentinhos giríssimos, que desperdício.
Sem comentários:
Enviar um comentário