quarta-feira, 30 de agosto de 2017
[ond'é qu'eu ia?]
Se calhar já venho tarde, mas explicando desde já que este título não é uma série, mas um entretanto, enquanto não passa (oficialmente) esta silly season, e eu não decido se volto a dedicar-me aqui ao pardieiro, que ultimamente tenho deixado ao abandono - silvas e daninhas por todo o lado, bolas de cotão, teias de aranha, enfim, ainda dá uma trabalheira limpar a baiuca. Se calhar deixo assim como está e logo se vê, que o sossego aqui do estaminé também anda digno de nota, e ninguém quer voltar a apanhar o susto de lhe ver entrar portas adentro toda a sorte de marias vieiras da blogosfera, apre, não há rentokil que nos valha.
[ond'é qu'eu ia?]
Se acham que a vossa vida é complicada, experimentem estar a compor um (longo e chato) texto onde surgem amiúde palavras-chave como "contas" e "conta", e só ao fim da tarde se darem conta que a tecla "T" deixou de funcionar.
Nota de interesse público: o vosso processador de texto, não sei; mas no meu o corrector ortográfico achou tudo normal e aceitável.
Nota de interesse público: o vosso processador de texto, não sei; mas no meu o corrector ortográfico achou tudo normal e aceitável.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
[ond'é qu'eu ia?]
Estava aqui a pensar que o que era mesmo giro era ir ver dos sapatos in loco, que a gente nunca sabe se o número habitual fica mesmo, mesmo bem (até sei, mas adiante, nunca deixar estragar uma boa desculpa), de preferência naquela lojinha tão catita em Covent Garden, e a libra na miséria e tudo, mas depois lembro-me de mãezinha a ter achaques a cada hora sem notícias, que agora não lhe posso dizer que quero ir ao sítio x sem que me lembre dos terroristas. Só que eu sou uma pessoa antiga, embora menos antiga que ela, e então vejo-me forçada a recordar-lhe quando estivemos em San Sebastián Donostia no ano em que lá rebentaram bombas da ETA, e a minha primeira ida a Londres, que coincidiu com um encerramento de Regent St. por alerta de bomba do IRA (foi no tempo em que o IRA já era mais simpático, e até telefonava a avisar); ou aquela vez que quase nos vimos no meio de um motim entre koweitianos/árabes moderados e iraquianos no Speaker's Corner (prontamente resolvido pela polícia, que agiram exemplarmente e cá com uma fineza que só demos pela bronca já ela tinha passado; foi no ano da primeira invasão do Iraque, e logo a seguir aos primeiros bombardeamentos). Ou quando estivemos em Paris, um ano depois de um atentado, e numa época em que O Chacal ainda estava no activo - então empresto-lhe a série que vimos há atrasado, bem boa, por sinal.
Medo, medo tenho eu sempre, até a circular em Lisboa, que o tuga não é muito amigo de dar a prioridade ao peão nas passadeiras ou se torna ceguinho quando vê o intermitente. Isto não começou agora. Mas claro, há sempre gente pronta a seguir a tradição do antigo barbeiro de me mate (e que podia ter inspirado este sketch dos Gato Fedorento), que dizia que os árabes eram gente que já nascia de pedras na mão.
Não tenho é férias tão depressa, essa é que é essa.
Medo, medo tenho eu sempre, até a circular em Lisboa, que o tuga não é muito amigo de dar a prioridade ao peão nas passadeiras ou se torna ceguinho quando vê o intermitente. Isto não começou agora. Mas claro, há sempre gente pronta a seguir a tradição do antigo barbeiro de me mate (e que podia ter inspirado este sketch dos Gato Fedorento), que dizia que os árabes eram gente que já nascia de pedras na mão.
Não tenho é férias tão depressa, essa é que é essa.
sábado, 12 de agosto de 2017
Silly season: o (meu) best of
- o insta do Herman;
- o documentário sobre a Paula Rego;
- Gimme Danger (documentário de Jarmush sobre The Stooges);
- pão a sério, na praça e feira;
- pizza a sério, e das melhores que já comi (sim, incluindo casanostra, e só suplantada por uma casa em Roma e uma outra em Little Italy);
- Broadchurch (todas as temporadas, todas)
- (já que falamos nisso) o novo rosto do Doctor Who;
- (variações sobre o mesmo tema) mas Peter Capaldi não desilude, não senhora;
- sardinhas;
- rever o filme (perfeito) A Vida dos Outros;
- GoT (dracarys!);
(continua)
sábado, 5 de agosto de 2017
[ ]
[Izzie Patroa penitencia-se pelo inusitado e escusado input de Izzie Costureira, e toam de novo o controlo sobre o editorial do blogue. Izzie Patroa compromete-se a não voltar a relaxar a necessária vigilância sobre a sua assalariada e natural inferior, e já a castigou com uma resma de bainhas para alinhavar, uma chusma de meias para cerzir, e uma avalanche de camisas para casear. Voltaremos à emissão logo que possível, obrigadinha e volte sempre]
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Schadenfreude
Prosseguindo, e porque continuo a ser, no mais íntimo do meu ser, uma pessoa má, daquelas que se congratula com a desgraça alheia e adora soltar umas boas gargalhadas à custa do idiota acéfalo do dia, tenho a anunciar que não tenho perdido patavina da novela Trump-Russia, e que só queria ter aqui à minha beira uma, uminha das almas que desvalorizaram a eleição daquele alarve e até eram capazes de aceitar que teria alguma qualidade redentora.
Um pirete para vós, embrulhadinho em celofane rosa e com uma fitinha de tule. E uma carinha do Dónal' Júnior em tó-colante, para não se esquecerem.
Um pirete para vós, embrulhadinho em celofane rosa e com uma fitinha de tule. E uma carinha do Dónal' Júnior em tó-colante, para não se esquecerem.
Here comes the sun
Anteontem fui a feliz destinatária de um gesto não solicitado tão, mas tão bonito, gentil, amável, que fiquei deveras sensibilizada. Não estou habituada. Mas quando me esmerdalhei a sério foi quando me explicou que aquilo era só o seguimento de um gesto meu - não planeado e muito menos estrategizado, ou calculado, uma cena que achei perfeitamente normal, aliás, acho que qualquer outra pessoa faria exactamente o mesmo ou melhor - de há tempos, e que nunca esqueceu - não era caso para tanto, foi autêntico e sincero. Epá. Eh pá. Tu qués ver? A cena do retorno? Acontece mesmo? Estou quase- quase a deixar de ser uma cabra insensível e descrente para me transformar na nova poster girl para baboseiras coach-new-age-felicidade? Nah.
[foi "só" uma pessoa a revelar-se muito especial, e sim, sou grata por me ter calhado em caminho, e ainda as haver]
[foi "só" uma pessoa a revelar-se muito especial, e sim, sou grata por me ter calhado em caminho, e ainda as haver]
terça-feira, 11 de julho de 2017
AutoCorrect
Não é que não haja nada para partilhar, mas nem tudo pode deve quer sabe consegue ser dito.
sábado, 1 de julho de 2017
Vivendo acima das minhas possibilidades *
Soube que aqui bem perto está à venda uma casa (de área e tipologia semelhante) por mais do dobro do que custou a minha.
Não sei se ache graça ou me choque, já estou por tudo.
*fosse hoje e não conseguiria comprar nada aqui à roda.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Shark Tank
- Então diz que a menina já sabe nadar, é?
- Shim!
- Muitos parabéns! Sim senhora! E gostava, portanto, de por essas competências a uso, era?
- Shim!
- Compreendo, compreendo; afinal chapinhar em aguinha rala não é de desmerecer, tem a sua necessidade e utilidade, mas chega o dia de abrir as asas, não é, ou as barbatanas, melhor dizendo, ahahahahahah.
- Shim!, ahahahahah!
- Muito bem, muito bem, muito bem, vamos a isso, então.
- Shim!
- Em voltando de férias, apresente-se na piscina dos crescidos...
- Shim!, shim!
- ... na parte funda.
- Ah... shim...
- E atenção ao regulamento: proibidas bóias ou braçadeiras...
- Shiiiim?
- ... bem como barbatanas, forcinha de braços, hein, e perninhas a dar a dar!
- (chuif) shiiimmmm...
- Sim senhora, ficamos assim, ah, mais uma coisa, a espaços poderá notar uma quebra de visibilidade ou mobilidade, a água um pouco turva, enfim problemas de equipamento, falta de verba para cloro, e as malditas algas e fungos, grande instinto reprodutor, nada que preocupe quem sabe nadar, verdade?
- (glup) shimmm...
- Pronto, não a prendo mais, parabéns e até ver.
- (chuif, glup, shnif) Shiiimmm...
- Shim!
- Muitos parabéns! Sim senhora! E gostava, portanto, de por essas competências a uso, era?
- Shim!
- Compreendo, compreendo; afinal chapinhar em aguinha rala não é de desmerecer, tem a sua necessidade e utilidade, mas chega o dia de abrir as asas, não é, ou as barbatanas, melhor dizendo, ahahahahahah.
- Shim!, ahahahahah!
- Muito bem, muito bem, muito bem, vamos a isso, então.
- Shim!
- Em voltando de férias, apresente-se na piscina dos crescidos...
- Shim!, shim!
- ... na parte funda.
- Ah... shim...
- E atenção ao regulamento: proibidas bóias ou braçadeiras...
- Shiiiim?
- ... bem como barbatanas, forcinha de braços, hein, e perninhas a dar a dar!
- (chuif) shiiimmmm...
- Sim senhora, ficamos assim, ah, mais uma coisa, a espaços poderá notar uma quebra de visibilidade ou mobilidade, a água um pouco turva, enfim problemas de equipamento, falta de verba para cloro, e as malditas algas e fungos, grande instinto reprodutor, nada que preocupe quem sabe nadar, verdade?
- (glup) shimmm...
- Pronto, não a prendo mais, parabéns e até ver.
- (chuif, glup, shnif) Shiiimmm...
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Resumo da matéria dada
Tenho muito azar a empreiteiros, ciquelistas, vizinhos, entregadores da Seur, expedidores e entregadores da Amazon, fregueses aqui da chafarica em geral (lobe iu!), porcaria de portarias em especial e legislação feita à pressa em geral, procedimentos administrativos com vista a simplificação e agilização com os quais a gente perde tempo em que podia estar a agilizar trabalhando, sandálias na cor que se precisava mas não há e óspois um gajo acaba por ser confrontado com sandálias na cor que não precisava mas são tão giras que traz à mesma e ao menos sempre compensa a frustração derivada de tudo o resto.
Ando muito cansada. E cançada, também. Acumulo.
Ando muito cansada. E cançada, também. Acumulo.
Incompetência. Incompetência everywhere.
Eu aqui a contar as minhas agruras a uma colega de anos, e ela sugere* que eu venda a casa. Se eu pudesse vendia era os vizinhos. A preço de saldo e a maus donos.
[*já deixei de contar as vezes que ela me sugeriu o mesmo. e as alternativas também sugeridas, que envolvem benzeduras, exorcismos, idas a Fátima. sofro muito.]
[*já deixei de contar as vezes que ela me sugeriu o mesmo. e as alternativas também sugeridas, que envolvem benzeduras, exorcismos, idas a Fátima. sofro muito.]
quarta-feira, 7 de junho de 2017
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Arkham Asylum
E depois chega o dia em que vês yo'mate corredor fora, felino mai'novo ao peito, descompondo-o de dedo em riste "tens de aprender a respeitar o espaço dos outros e parar de provocar os manos".
E achas tudo normal.
[sim, nós pomos o Max de castigo / em time out. melhores sugestões serão entusiasticamente acolhidas e acarinhadas]
E achas tudo normal.
[sim, nós pomos o Max de castigo / em time out. melhores sugestões serão entusiasticamente acolhidas e acarinhadas]
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Não acho normal (ou um post na onda do "sou só eu?")
- Que alguém se queixe que lhe dói a perna, por causa disso não se mexe normalmente, e ai o incómodo que tal lhe causa; e vir alguém remoer qualquer coisa como a ti dói-te a perna hoje, a mim dói já para cima de um mês, não te queixes, sabes lá o que é sofrer, sofrer sofro eu e estou aqui viva e não me queixo. A sério que não topam a ironia?
- Um agente fardado fazer uma selfie num local muito sensível em termos de segurança, pronto, uma pista de aeroporto, com um avião de uma banda de rock em fundo - e, se fosse gaja para isso, até se consegue, pelos prédios em fundo-fundo, perceber que pista ou local é - naquela do sou muita cool, e a minha corporação publicar isso na sua página, porque, lá está, também é muita cool. E não pode um gajo-cidadão-civil levar uma porra d'uma auguinha, não vá tratar-se de não sei quê para rebentar sei lá o quê.
(note to self: aqui no meu bules também, de quando em vez, aparecem umas figuras; fazer selfies com ditas em fundo e publicar)
(note to else, em aditamento: outras situações também muito giras, para polícias fardados ou outros profissionais fazerem selfies e publicar nas redes sociais: juiz/procurador na sala de audiências, com um arguido famoso; polícia com o meliante que acabaram de catar, à porta da esquadra; o médico/a no bloco de urgência, com cara de ooops, e paciente agora cadáver que não foi possível salvar; enfermeiro/a no bloco de partos, com o recém nascido preso pelos artelhos; assistente social com os mitras do dia; agente funerário a fazer a rábula de bater na madeira do caixão; assistente de bordo a deitar gotas de laxante no café; solicitador de execução com o tipo das chaves do Areeiro, a arrombar a porta da fracção que vão penhorar; qualquer cidadão a fazer corninhos ao presidente; tudo bastante dignificante, e adequado para mostrar a tooooda a gente)
- Existirem pessoas que devolvem crianças que receberam com vista à adopção. Até eu, que sou uma besta insensível (encartada! diplomada!) me arrepiei até ao tutano com o número de "devoluções" registadas num só ano e, pasme-se, a maioria de crianças pequeninas, mas mesmo, mesmo pucanichinhas. Nestas alturas gostava de acreditar em deusnossosenhor, para poder dizer que o altíssimo lá sabia, quando fez esta gente estéril (eu sei que nem toda a agente que adopta o é, mas adiante), mas depois também me ponho a pensar que raio de phoda é a selecção e acompanhamento das adopções, para haver estas situações. Pá, até eu - a tal besta insensível - sei que isto de filhos é uma lotaria, venham eles de dentro ou de fora, e que haverá muitos dias que aos pais lhes apetecerá esganar / abandonar no mato / rifar* os seus pequerruchos, mas precisamente o que define um pai/mãe é a incapacidade de desistir, o nunca ver um rebento como um caso perdido. Se não são capazes, olha, arranjos florais, peluches, cadernetas de cromos, macramé, todo um manancial de coisas para se entreterem e que, não correspondendo às expectativas, podem por de lado sem mal de maior.
[*mamãe dizia muitas vezes que um dia me rifava. e eu respondia que ninguém comprava as rifas, e pronto, prejuízo por prejuízo, ficávamos assim]
- [aditamento de fim de dia] Abriu em Lisboa um restaurante com o nome "colonial". A sério. Muito a sério. Porque não há nada mais shick, para não dizer shock, para celebrar e assinalar, em toda a nossa história, que esse período. O orgulho, de facto.
Da descrição no site:
Café Colonial is a place for conversation and sense of community, creating a feeling of a melting pot from Portuguese heritage around the world.
Ah, o sentido de comunidade que se vivia nesses dias, de facto.
E a paparoca? De truz, decerto:
Café Colonial dining experience is a celebration of the Lusophony roots through Portuguese and international dishes reflecting the influences of Portugal around the world especially in Brazil, Africa and Asia.
Epá, eu nem tenho palavras.
Já no menu:
"The roots of lusophony through traditional and contemporary dishes that reflect the portuguese identity and the influences from South America, Africa and Asia with a combination of flavours that will linger in your memory. Let yourself be surprised by this journey of flavours discovered by portuguese all over the world."
...
...
...
Vou mazé de fim-de-semana, que sou uma pessoa doente e não me posso enervar.
- Um agente fardado fazer uma selfie num local muito sensível em termos de segurança, pronto, uma pista de aeroporto, com um avião de uma banda de rock em fundo - e, se fosse gaja para isso, até se consegue, pelos prédios em fundo-fundo, perceber que pista ou local é - naquela do sou muita cool, e a minha corporação publicar isso na sua página, porque, lá está, também é muita cool. E não pode um gajo-cidadão-civil levar uma porra d'uma auguinha, não vá tratar-se de não sei quê para rebentar sei lá o quê.
(note to self: aqui no meu bules também, de quando em vez, aparecem umas figuras; fazer selfies com ditas em fundo e publicar)
(note to else, em aditamento: outras situações também muito giras, para polícias fardados ou outros profissionais fazerem selfies e publicar nas redes sociais: juiz/procurador na sala de audiências, com um arguido famoso; polícia com o meliante que acabaram de catar, à porta da esquadra; o médico/a no bloco de urgência, com cara de ooops, e paciente agora cadáver que não foi possível salvar; enfermeiro/a no bloco de partos, com o recém nascido preso pelos artelhos; assistente social com os mitras do dia; agente funerário a fazer a rábula de bater na madeira do caixão; assistente de bordo a deitar gotas de laxante no café; solicitador de execução com o tipo das chaves do Areeiro, a arrombar a porta da fracção que vão penhorar; qualquer cidadão a fazer corninhos ao presidente; tudo bastante dignificante, e adequado para mostrar a tooooda a gente)
- Existirem pessoas que devolvem crianças que receberam com vista à adopção. Até eu, que sou uma besta insensível (encartada! diplomada!) me arrepiei até ao tutano com o número de "devoluções" registadas num só ano e, pasme-se, a maioria de crianças pequeninas, mas mesmo, mesmo pucanichinhas. Nestas alturas gostava de acreditar em deusnossosenhor, para poder dizer que o altíssimo lá sabia, quando fez esta gente estéril (eu sei que nem toda a agente que adopta o é, mas adiante), mas depois também me ponho a pensar que raio de phoda é a selecção e acompanhamento das adopções, para haver estas situações. Pá, até eu - a tal besta insensível - sei que isto de filhos é uma lotaria, venham eles de dentro ou de fora, e que haverá muitos dias que aos pais lhes apetecerá esganar / abandonar no mato / rifar* os seus pequerruchos, mas precisamente o que define um pai/mãe é a incapacidade de desistir, o nunca ver um rebento como um caso perdido. Se não são capazes, olha, arranjos florais, peluches, cadernetas de cromos, macramé, todo um manancial de coisas para se entreterem e que, não correspondendo às expectativas, podem por de lado sem mal de maior.
[*mamãe dizia muitas vezes que um dia me rifava. e eu respondia que ninguém comprava as rifas, e pronto, prejuízo por prejuízo, ficávamos assim]
- [aditamento de fim de dia] Abriu em Lisboa um restaurante com o nome "colonial". A sério. Muito a sério. Porque não há nada mais shick, para não dizer shock, para celebrar e assinalar, em toda a nossa história, que esse período. O orgulho, de facto.
Da descrição no site:
Café Colonial is a place for conversation and sense of community, creating a feeling of a melting pot from Portuguese heritage around the world.
Ah, o sentido de comunidade que se vivia nesses dias, de facto.
E a paparoca? De truz, decerto:
Café Colonial dining experience is a celebration of the Lusophony roots through Portuguese and international dishes reflecting the influences of Portugal around the world especially in Brazil, Africa and Asia.
Epá, eu nem tenho palavras.
Já no menu:
"The roots of lusophony through traditional and contemporary dishes that reflect the portuguese identity and the influences from South America, Africa and Asia with a combination of flavours that will linger in your memory. Let yourself be surprised by this journey of flavours discovered by portuguese all over the world."
...
...
...
Vou mazé de fim-de-semana, que sou uma pessoa doente e não me posso enervar.
terça-feira, 30 de maio de 2017
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Sumário: Resumo da matéria dada. Dúvidas.
Isto de ser uma pessoa sem problemas de maior para resolver enguiços alheios; ouvir penas dos outros com toda a atenção e devoção; dar conselhos em barda, daqueles desinteressados, pensados e estruturados; analisar questiúnculas, problemáticas e quiproquós; propor soluções; avançar com soluções; e, até, implementar decisões; mas depois ser uma atadinha de primeira para resolver qualquer merdinha que se nos atravesse na nossa vida privada?
Nem vos digo nem vos conto. Uma especialidade.
Nem vos digo nem vos conto. Uma especialidade.
quinta-feira, 25 de maio de 2017
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