segunda-feira, 24 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
You gotta roll with it, you gotta take your time
Ir com calma. Caaaalma. Concentra-te. Parte em pedacinhos pequenos. Mastiga um de cada vez. Não, não, não olhes para o bolo todo a pensar que não tens barriga para aquilo, ah, chiça, perdeu-se. Garganta presa. Não aguento mais. Onda. Respirar fundo. Rapidamente. Ok, pronto, se calhar não resulta, três vivas à indústria farmacêutica. Para a próxima, menos cafeína. E menos nicotina. Fuma menos, caraças. Ah, preciso de marcar as cenas. Já vai, agora isto, ora estava onde. Porra, o extracto, já tá. Ora vamos lá outra vez. Cursor a piscar. Cursor a piscar. Cursor a piscar. Se calhar pegava antes naquilo ali e deixava isto aqui a marinar. Mais ainda? Pois, não pode ser. Vamolá, vamolá, vamolá. Cérebro de algodão. Agora a sério, como é que eu vou desossar esta merda. Portanto se coiso, então coise. Putaquepariuestagente. Será que a gatinha comeu. Concentra-te. Será que mainumseioquê. Foda-se. Agora a sério, é sexta, arruma esta merda. Epá, já não consigo hoje e sefunda tenho de. Respira fundo. Ir com calma. Outra vez. Caaaalma. Concentra-te.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
sábado, 15 de outubro de 2016
We'll always have
Cola Zero.
[a sério que há mesmo quem ande a ulular sobre um grande aumento de impostos e ai 'tadinhas das pessoas por causa da tal fat tax e dos chumbos de munições? a sério? onde estavam essas pessoas quando todos os rendimentos foram massivamente taxados? e nunca se chocaram ou indignaram por produtos essenciais de limpeza e higiene levarem com iva a 23%? oh pá, cheios de sorte de eu não mandar, que nem fazem noção das ideias giras que tenho sobre cenas para taxar. por exemplo, acho que o aumento do selinho do carro devia ser progressivo conforme o valor do dito, e não em percentagem igual para todos. é que se anda ai tanta gente endinheirada o suficiente para gastar em panameras e macan - a sério, uma praga, pelo menos em Lisboa - então também podem contribuir com mais uns tustos para a caixa da comunidade. é que aqui a palhaça, com um utilitário barateco gama média já paga tanto pelo carro como de imi - juro - pelo que é fazer as contas. e beber menos refrigerante. e champagne.]
[a sério que há mesmo quem ande a ulular sobre um grande aumento de impostos e ai 'tadinhas das pessoas por causa da tal fat tax e dos chumbos de munições? a sério? onde estavam essas pessoas quando todos os rendimentos foram massivamente taxados? e nunca se chocaram ou indignaram por produtos essenciais de limpeza e higiene levarem com iva a 23%? oh pá, cheios de sorte de eu não mandar, que nem fazem noção das ideias giras que tenho sobre cenas para taxar. por exemplo, acho que o aumento do selinho do carro devia ser progressivo conforme o valor do dito, e não em percentagem igual para todos. é que se anda ai tanta gente endinheirada o suficiente para gastar em panameras e macan - a sério, uma praga, pelo menos em Lisboa - então também podem contribuir com mais uns tustos para a caixa da comunidade. é que aqui a palhaça, com um utilitário barateco gama média já paga tanto pelo carro como de imi - juro - pelo que é fazer as contas. e beber menos refrigerante. e champagne.]
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Estou além
Por outro lado, é sempre bom constatar que há tanta gente erudita que apenas gasta as vistinhas em leituras elevadas e consagradas.
Devem ser as mesmas pessoas a quem cai tudo ao chão se alguém se atrever a afirmar que o guião do Assalto ao Arranha Céus é tido e estudado como um dos mais tecnicamente perfeitos de sempre. Ou que o Robocop também é estudado como um filme paradigma (só o vi o ano passado, e tenho de concordar). Claro que podem sempre argumentar que preferem Blade Runner - eu também e, já agora, porquê a sequela, porquê - mas isso já é uma questão de gosto pessoal, e não tira mérito ao primeiro, nem é uma afronta pessoal haver quem o distinga.
Ca-re-do. Ja-sus-ca-re-do.
(se houvesse um prémio Nobel da cagança, ui, tanto candidato)
Devem ser as mesmas pessoas a quem cai tudo ao chão se alguém se atrever a afirmar que o guião do Assalto ao Arranha Céus é tido e estudado como um dos mais tecnicamente perfeitos de sempre. Ou que o Robocop também é estudado como um filme paradigma (só o vi o ano passado, e tenho de concordar). Claro que podem sempre argumentar que preferem Blade Runner - eu também e, já agora, porquê a sequela, porquê - mas isso já é uma questão de gosto pessoal, e não tira mérito ao primeiro, nem é uma afronta pessoal haver quem o distinga.
Ca-re-do. Ja-sus-ca-re-do.
(se houvesse um prémio Nobel da cagança, ui, tanto candidato)
It's allright
E depois vês que um escritor medíocre tuga*, daqueles que não sabe que é medíocre, e até ensina outros a ser tão medíocres como ele, um que nunca entrará nem para a long quanto mais a short list do Nobel, faz pouco da atribuição deste ano, com a piada de que tem os livros todos**.
Querias, pois querias. Mas não há.
*outro lido e doado.
**segui um link plantado noutro mural, olh'aí.
Querias, pois querias. Mas não há.
*outro lido e doado.
**segui um link plantado noutro mural, olh'aí.
Something is happening here
E eu acho bem, que isto é uma das melhores coisas que já foi escrita, ao contrário de uma cena com um gato preto na capa, que comprei por pura peer pressure de crítica hype, li com muito mal empregue esforço, e despachei num molho para doação a uma biblioteca, que não quero que quem me entre lá em casa e espiolhe as estantes fique com ideias erradas sobre mim*.
*e se aquela estante tem coisas que parecem inexplicáveis, bizarras, incompatíveis por lá plantadas, mas nenhuma que me envergonhe ou não saiba justificar.
*e se aquela estante tem coisas que parecem inexplicáveis, bizarras, incompatíveis por lá plantadas, mas nenhuma que me envergonhe ou não saiba justificar.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
[every woman]
Estive a ver uns pedaços do debate, felizmente com a digestão feita. Estou mais apreensiva que nunca.
Como sou uma naba a copiar imagens, e por mais que tente não consegui chapar aqui alguns dos tweets, remeto para a fonte. Resumem taliqual o mal-estar que senti, e esta imagem supra penso traduzirá. Para tantas.
[Trying to get shit done while a man lurks disapprovingly behind you pretty much sums up womanhood]
[Hillary Clinton is every competent, experienced woman who's had to fight to be heard over an underqualified, overconfident man.]
[Hillary Clinton had the look every woman ever has on her face when her male boss who's a 1000 times dumber than her is talking.]
[Hillary's face right now is every woman when everyday sexism is dismissed as "lockerroom talk"]
[Hillary is proof a woman can work hard, rise to the top of her field & still have to compete against a less qualified man for the same job.]
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Hell is empty and all the devils are here
Ele há séries que começam chochinhas e que só lá a partir do segundo, terceiro episódio ganham balanço, isto se não for já a meio da primeira temporada (tipo Sons of Anarchy*, ainda andaram ali aos papéis um bom tempo, até encontrarem a velocidade e trajecto ideais), mas esta, caraças, já nos deixou a roer unhas e de olhinhos abertos e fixos desde o primeiro.
Tomara não se perca.
*também recomendo
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Obladi, oblada (life - really - goes on)
- Uma mulher, escritora, opta livre e conscientemente por se manter anónima, escolhendo publicar sob pseudónimo. Dá entrevistas por escrito, sem contacto pessoal, nunca revelando a sua identidade; reafirma inúmeras vezes que não se quer dar a conhecer, o importante é a obra e não a pessoa. Depois vem um jornalista que desconsidera tudo isto, arregaça as mangas, e decide investigar quem é a pessoa atrás do pseudónimo. Diz que descobriu, e publica nome e fotografia. Um exemplo [pseudo]literato desta cultura:
Realmente, qué lá isto, uma mulher com vontadinhas próprias, e qual respeito por essa autonomia e tal. Modernices. Ela até gosta.
- Diz que o Cavaco, aquele a quem bastou nascer para ser mais sério ca gente, andou a pagar menos imposto que devia derivado de umas informações erradas às finanças. Não m'acardito. Impossível. E também nunca teve interesses no BPN. Lá agora.
- Falando em fuga aos impostos, este fim-de-semana apostava eu perante me mate que a situação fiscal do Trump ia ser a sua derrota. Ele garante-me que não, mais depressa os eleitores se aborrecem com o facto de ele ter furado o embargo a Cuba e lucrado com isso. Não acerto uma, de facto parece que sim senhora. Lá, como cá, quem engana as finanças é visto como um melhor. Alguém que jurou ou quer jurar servir o bem público. Tenho um bocado de vergonha disto. É pena ainda faltar tanto tempo para construírem a Enterprise, ou eu oferecia-me para ir.
- Isto é só uma divagação final, mas tenho p'ra mim que o Elon Musk dava um super-vilão de BD bestial. Ou vice-versa. Ou coiso.
Realmente, qué lá isto, uma mulher com vontadinhas próprias, e qual respeito por essa autonomia e tal. Modernices. Ela até gosta.
- Diz que o Cavaco, aquele a quem bastou nascer para ser mais sério ca gente, andou a pagar menos imposto que devia derivado de umas informações erradas às finanças. Não m'acardito. Impossível. E também nunca teve interesses no BPN. Lá agora.
- Falando em fuga aos impostos, este fim-de-semana apostava eu perante me mate que a situação fiscal do Trump ia ser a sua derrota. Ele garante-me que não, mais depressa os eleitores se aborrecem com o facto de ele ter furado o embargo a Cuba e lucrado com isso. Não acerto uma, de facto parece que sim senhora. Lá, como cá, quem engana as finanças é visto como um melhor. Alguém que jurou ou quer jurar servir o bem público. Tenho um bocado de vergonha disto. É pena ainda faltar tanto tempo para construírem a Enterprise, ou eu oferecia-me para ir.
- Isto é só uma divagação final, mas tenho p'ra mim que o Elon Musk dava um super-vilão de BD bestial. Ou vice-versa. Ou coiso.
Obladi oblada (life goes on)
- Entrar no hiper para comprar gelado meia dúzia de imprescindíveis, dar com uma feira de queijo e vinhos, sair com um carrinho de crise de meia idade. O Cortes de Cima (tinto) estava só com 20%, mas vale cada cêntimo. Melhor alentejano que já provámos (deve haver melhor, mas tenho a lembrar que não somos target para o imposto Mortágua).
- Trouxemos também o livro do Jovem Conservador de Direita. Me mate faz, há dois dias, uma bonita sinfonia de risos e fungadelas que interferem com a minha leitura nocturna. quase a pedir divórcio.
- A propósito de divórcio, já é o enésimo ano seguido que somos lembrados do nosso aniversário de casamento por mamãe querida. Não, eu não estava a fazer caixinha para depois preparar uma birra se ele não se lembrasse. Passou-me completamente. A ele também. E não foi a primeira vez. (e não, nunca comemoramos)
- Falando em leitura, entrámos na Bertrand para fazer tempo e ver umas capas, saímos ajoujados e com uma conta superior ao hiper. Conto a novidade (já saiu, já saiu, já saiu!):
- Já tinha visto na tv, em vhs, em dvd e até em hd; no cinema ainda não. Snif. Me so happy. Chuck? It's your cousin, Marvon Berry. Daqui a 15 dias segue, fica por fazer o back to back (num fim de semana frio de inverno, prometido):
- Até podem ser o amor maior da vossa vida, o milagre da vossa existência, o centro e a vossa razão de existir mas, adultosquarentões pais tardios bananas, os filhos são vossos, não nos cabe adorar aturar os meninos e suas patetices intrusivas idiossincrasias, tá? Tá.
E pronto, é isto. Não podia terminar sem ser desagradavelzinha, certo? Pois.
- Trouxemos também o livro do Jovem Conservador de Direita. Me mate faz, há dois dias, uma bonita sinfonia de risos e fungadelas que interferem com a minha leitura nocturna. quase a pedir divórcio.
- A propósito de divórcio, já é o enésimo ano seguido que somos lembrados do nosso aniversário de casamento por mamãe querida. Não, eu não estava a fazer caixinha para depois preparar uma birra se ele não se lembrasse. Passou-me completamente. A ele também. E não foi a primeira vez. (e não, nunca comemoramos)
- Falando em leitura, entrámos na Bertrand para fazer tempo e ver umas capas, saímos ajoujados e com uma conta superior ao hiper. Conto a novidade (já saiu, já saiu, já saiu!):
- Já tinha visto na tv, em vhs, em dvd e até em hd; no cinema ainda não. Snif. Me so happy. Chuck? It's your cousin, Marvon Berry. Daqui a 15 dias segue, fica por fazer o back to back (num fim de semana frio de inverno, prometido):
- Até podem ser o amor maior da vossa vida, o milagre da vossa existência, o centro e a vossa razão de existir mas, adultos
E pronto, é isto. Não podia terminar sem ser desagradavelzinha, certo? Pois.
Good grief
Recebi isto por mail:
E recordo que aqui há tempos já tinha havido uma "onda" de descobertas de posts destasenhora indivídua, no seu perfil de feicebuque, tudo gamadinho de blogs. Pelos vistos calha a todos. Desta feita, calhou a esta aqui.
Sim, estou indignada q.b., mas depois tomou-me assim uma espécie de tristeza e piedade por quem é assim. A sério, que tristeza de pessoa, que tem tão pouco de seu que precisa de se apropriar do que os outros sentem e pensam para existir.
E recordo que aqui há tempos já tinha havido uma "onda" de descobertas de posts desta
Sim, estou indignada q.b., mas depois tomou-me assim uma espécie de tristeza e piedade por quem é assim. A sério, que tristeza de pessoa, que tem tão pouco de seu que precisa de se apropriar do que os outros sentem e pensam para existir.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
É p'ra amanhã
OMG, OMG, em pele de cordeiro, e pela módica quantia de €299,00! A zara nunca desilude. A poupar a minha carteira há meses, e meses, e meses.
(espero que tenham dado bom uso à carne do bichinho, que quanto ao resto, bom, estamos conversados. paz à sua alma.)
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Amarra o tchan
Se há coisa de que os médicos têm mais medo que um p'cesso por negligência, é passar uma baixa ou um atestado. Eu sei, eu sei que não sou uma drama queen a expor sintomas (sou noutras coisas mais importantes, por exemplo, não tenho chocolate em casa nem vagar para o ir comprar, e da onu não ouço nada, nem uma palavra de conforto, nem uma missão de auxílio, nicles), mas quando digo que estou toda apanhadinha, é porque estou mesmo apanhadinha; e se o Choutor não viu a forma grotesca como me sentei e levantei, ei, já íamos ver desses olhos.
Anyhoo, estou feliz, não porque matei o presidente, mas porque hoje acaba o ordálio do anti-inflamatório + relaxante muscular, que me estão a fecundar tooodo o sistema digestivo. Como a felicidade não dura, nuuunca me dura (draaama), estou infeliz porque ainda me doem as costas. Ali na parte onde devia começar a caudinha que perdemos para a evolução, e um nico mais acima. Não quero roubar a ribalta a quem entrou com melhor média que eu para a fac e ainda estudou mais um par de anos que moi, mas era capaz de jurar que isto ia lá com remédios E repouso, daquele que implica não ter metade do corpo apoiado no local em questão.
Sa foda. Se o Choutor acha que tudo bem, tudo bem, vamos ter fé. Nas costas, no ombro, no pulso, no esqueleto todo, que ando há três meses a acumular um horror de berbequinagens e outros diy, e este fim-de-semana é que é. À cautela, tiro já senha das urgências. Nunca fiando.
Anyhoo, estou feliz, não porque matei o presidente, mas porque hoje acaba o ordálio do anti-inflamatório + relaxante muscular, que me estão a fecundar tooodo o sistema digestivo. Como a felicidade não dura, nuuunca me dura (draaama), estou infeliz porque ainda me doem as costas. Ali na parte onde devia começar a caudinha que perdemos para a evolução, e um nico mais acima. Não quero roubar a ribalta a quem entrou com melhor média que eu para a fac e ainda estudou mais um par de anos que moi, mas era capaz de jurar que isto ia lá com remédios E repouso, daquele que implica não ter metade do corpo apoiado no local em questão.
Sa foda. Se o Choutor acha que tudo bem, tudo bem, vamos ter fé. Nas costas, no ombro, no pulso, no esqueleto todo, que ando há três meses a acumular um horror de berbequinagens e outros diy, e este fim-de-semana é que é. À cautela, tiro já senha das urgências. Nunca fiando.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Senile delinquents
[não, não é um post autobiográfico, mas pouco falta]
Sou tontinha, tolinha, muito atraidinha por livros infantis. Freud explicaria, mas agora não tem vagar. Adoro. Não daqueles com letra muito grande e super-ilustrados, apesar de serem muito adequados à minha idade mental, mas coisas para leitores um bocadinho mais avançados, ali a partir dos nove, dez anos, altura em que os putos já começam a ter mais à-vontade com a leitura, gostos mais exigentes, e raciocínio e sentido de humor mais sofisticado. Assim de repente, lembrei-me do meu sobrinho de oito anos, que pediu emprestado a me mate os filmes do Star Trek. Os antigos, nas palavras dele. Os com pessoas a fazer de monstros com máscaras de plástico, outra vez as palavras dele. E eu comovi. Temos nerdzinho, abençoado seja.
Adiante, tenho esta tara por literatura infantil, começou na idade certa, em que a comecei a consumir, e nunca parou. Já crescida e com idade para ter o juízo que não tenho, descobri o maravilhoso mundo da literatura infantil inglesa, raramente traduzida por cá quando eu estava na faixa etária indicada. Mas nunca é tarde, e graças à querida amazon lá veio a colecção da Anne of Green Gables e Little House on the Prairie. Esta última tem mais interesse enquanto relato do que era a vida de colonos, naqueles tempos, mas a primeira encantou-me, apaixonou-me, deliciou-me. Seguiram-se outros títulos também mui amados, como A Little Princess, The Secret Garden, The Wind in the Willows, Heidi, clássicos que recomendo vivamente. Mais recente e numa onda do mais bizarro, papei toda a colecção de A Series of Unfortunate Events, que em boa hora me mate resolveu abarbatar em Nova Iorque (e o que eu o chateei por causa do volume e peso; sorry, mate). Só recentemente me afundei em Roald Dahl (imperdoável, eu sei), mas a minha desculpa para ainda não ter lido mais que um é que a) vale mesmo a pena comprar o livro físico, por causa das ilustrações; b) na próxima ida a Londres trago todos, em vez de pedir às mijinhas pela net.
E depois veio esta descoberta. Com o meu histórico de compras era inevitável que o monstro capitalista das vendas de entretenimento pela net mo recomendasse, e acabou por ficar na wishlist a marinar; depois fiz uma promessa parecida com a do Dahl, finalmente desisti e mandei vir dois. O actual estado da situação é o seguinte: já li um, comecei imediatamente o segundo, e quero todos.
Falo disto:
Yep. Livros infantis escritos por um dos grandes malucos responsáveis pelo Little Britain. E sim, são bons, bem bons, pelo menos a avaliar pela amostra. Muito na linha da narrativa improvável, bizarra, inesperada de Roald Dahl, e com o mesmo sentido de humor desconcertante e agudo.
Estou mega fã. Aconselho a toda a gente, crianças incluídas. E está traduzido, olha a sorte dos petizes de hoje, os moinantes. No meu tempo não havia disto, tinhas Os Cinco e a Anita e já gozavas.
Sou tontinha, tolinha, muito atraidinha por livros infantis. Freud explicaria, mas agora não tem vagar. Adoro. Não daqueles com letra muito grande e super-ilustrados, apesar de serem muito adequados à minha idade mental, mas coisas para leitores um bocadinho mais avançados, ali a partir dos nove, dez anos, altura em que os putos já começam a ter mais à-vontade com a leitura, gostos mais exigentes, e raciocínio e sentido de humor mais sofisticado. Assim de repente, lembrei-me do meu sobrinho de oito anos, que pediu emprestado a me mate os filmes do Star Trek. Os antigos, nas palavras dele. Os com pessoas a fazer de monstros com máscaras de plástico, outra vez as palavras dele. E eu comovi. Temos nerdzinho, abençoado seja.
Adiante, tenho esta tara por literatura infantil, começou na idade certa, em que a comecei a consumir, e nunca parou. Já crescida e com idade para ter o juízo que não tenho, descobri o maravilhoso mundo da literatura infantil inglesa, raramente traduzida por cá quando eu estava na faixa etária indicada. Mas nunca é tarde, e graças à querida amazon lá veio a colecção da Anne of Green Gables e Little House on the Prairie. Esta última tem mais interesse enquanto relato do que era a vida de colonos, naqueles tempos, mas a primeira encantou-me, apaixonou-me, deliciou-me. Seguiram-se outros títulos também mui amados, como A Little Princess, The Secret Garden, The Wind in the Willows, Heidi, clássicos que recomendo vivamente. Mais recente e numa onda do mais bizarro, papei toda a colecção de A Series of Unfortunate Events, que em boa hora me mate resolveu abarbatar em Nova Iorque (e o que eu o chateei por causa do volume e peso; sorry, mate). Só recentemente me afundei em Roald Dahl (imperdoável, eu sei), mas a minha desculpa para ainda não ter lido mais que um é que a) vale mesmo a pena comprar o livro físico, por causa das ilustrações; b) na próxima ida a Londres trago todos, em vez de pedir às mijinhas pela net.
E depois veio esta descoberta. Com o meu histórico de compras era inevitável que o monstro capitalista das vendas de entretenimento pela net mo recomendasse, e acabou por ficar na wishlist a marinar; depois fiz uma promessa parecida com a do Dahl, finalmente desisti e mandei vir dois. O actual estado da situação é o seguinte: já li um, comecei imediatamente o segundo, e quero todos.
Falo disto:
Yep. Livros infantis escritos por um dos grandes malucos responsáveis pelo Little Britain. E sim, são bons, bem bons, pelo menos a avaliar pela amostra. Muito na linha da narrativa improvável, bizarra, inesperada de Roald Dahl, e com o mesmo sentido de humor desconcertante e agudo.
Estou mega fã. Aconselho a toda a gente, crianças incluídas. E está traduzido, olha a sorte dos petizes de hoje, os moinantes. No meu tempo não havia disto, tinhas Os Cinco e a Anita e já gozavas.
Bones
Sentido de oportunidade é copular violentamente as costas em vésperas de consulta de ortopedista.
[outra vez a anti-inflamatório e relaxante muscular, alguém me dê um tiro, de certeza não dói mais que isto]
[outra vez a anti-inflamatório e relaxante muscular, alguém me dê um tiro, de certeza não dói mais que isto]
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Your mother was a hamster and your father smelt of elderberries
Se algum dia me apanharem a falar / escrever sobre a Assunção Cristas com a mesma verrina ad hominem e epítetos que já ouvi / li nestes últimos dias usados a propósito da Mariana Mortágua, estão expressamente autorizados a fazer fila e esbofetear-me violentamente.
[ou então façam queixa à minha mãezinha, que ela trata do assunto]
[ou então façam queixa à minha mãezinha, que ela trata do assunto]
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