Não sei se deram conta, mas o Cavaco condecorou um cadastrado. E ainda dizem que a reinserção e reabilitação não funcionam, em Portugal.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Another one bites the dust
Aproveitando que estou com uns azeites do camandro, derivado de conseguir sentir cada troço do meu sistema digestivo, o que, vai-se lá a entender, dificulta um bocadinho a função cerebral, e precisava dela para trabalhar, e assim não vamos a lado nenhum, adiante, destile-se um bocadinho de fel com a conversa do orçamento, caneco, que estou que já nem posso.
E confesso, eu até andava muito contente com esta solução governativa, que andava, mas desde que aconteceu um banif a fé esmoreceu-me um bocadinho, e reconheço que há tanto, mas tanto por onde pegar, perimxemplo, os impostos sobre energias, que encarecem imenso a produção, sim, estou a falar de iva e outros sobre electricidade e o ramalhete sobre combustíveis, não percebo a incapacidade de alguma esquerda entender que não é com esta taxação que se cria competitividade e etecétera, mas porra, que as empresas se queixem acho legítimo, já os particulares amofinarem porque os aconselham a usar meios alternativos, ide ver se estou ali, reclamem antes da miséria que são os transportes públicos fora dos grandes centros urbanos, isso é que era.
Idem aspas para a taxação do tabaco e bebidas alcoólicas ou suminhos e refrigerantes, caraças, andais a pagar iva de vinte e três por cento na lixívia, sabonete e detergente da roupa e é mesmo isto que vos importa, bando de coisos, e contra mim falo, viciadona em fumo e cola zero, embora lá aferir essas prioridades, hein.
Cheios de sorte, mazé, de eu não mandar nesta merda, que a minha opção para aumento da receita era por a bófia a cobrar a sério e a doer nas multas de estacionamento e toda e qualquer infracção estradal, era uma festa que só visto, só em redor de centros comerciais e estádios de futebol pagava-se o ésse-éne-ésse e ainda sobrava, caneco, os infractores que paguem a crise.
Por último, uma grande beijoca para os dirigentes sindicais da éfe-pê, que acham que o verdadeiro cavalo de batalha são as trinta e cinco horas, mas já-já, quando até estão prometidas, eu cá gostava era de saber onde andam os quatro dias de férias que perdi, mais os cortes que ainda se mantêm, mais a perda efectiva de rendimentos face à inflação, mais a falta de condições de trabalho, mais a perda de capacidade de resposta ao cidadão, tudo merdinhas que, essas sim, fazem da vida de quem trabalha nos serviços públicos uma merdoca jeitosa, e, tudo somado, tornam as cinco horas extra por semana num gigante nada, que não vale a pena trabalhar mais se a motivação desce cada vez mais, ninguém tem guita para pagar horas extra no a-tê-éle ou creche, ou a puta do fotocopiadora encrava, o cabrão computas crasha, o elevador está parado há mais de um mês, não há aquecimento ou climatização, a água da torneira sabe a cano velho, ou é a malta que tem de se quotizar para comprar um crlho dum microondas para aquecer a marmita, e o almoço é degustado na mesma secretária onde a papelada se amontoa.
E pronto, por agora é só isto.
E confesso, eu até andava muito contente com esta solução governativa, que andava, mas desde que aconteceu um banif a fé esmoreceu-me um bocadinho, e reconheço que há tanto, mas tanto por onde pegar, perimxemplo, os impostos sobre energias, que encarecem imenso a produção, sim, estou a falar de iva e outros sobre electricidade e o ramalhete sobre combustíveis, não percebo a incapacidade de alguma esquerda entender que não é com esta taxação que se cria competitividade e etecétera, mas porra, que as empresas se queixem acho legítimo, já os particulares amofinarem porque os aconselham a usar meios alternativos, ide ver se estou ali, reclamem antes da miséria que são os transportes públicos fora dos grandes centros urbanos, isso é que era.
Idem aspas para a taxação do tabaco e bebidas alcoólicas ou suminhos e refrigerantes, caraças, andais a pagar iva de vinte e três por cento na lixívia, sabonete e detergente da roupa e é mesmo isto que vos importa, bando de coisos, e contra mim falo, viciadona em fumo e cola zero, embora lá aferir essas prioridades, hein.
Cheios de sorte, mazé, de eu não mandar nesta merda, que a minha opção para aumento da receita era por a bófia a cobrar a sério e a doer nas multas de estacionamento e toda e qualquer infracção estradal, era uma festa que só visto, só em redor de centros comerciais e estádios de futebol pagava-se o ésse-éne-ésse e ainda sobrava, caneco, os infractores que paguem a crise.
Por último, uma grande beijoca para os dirigentes sindicais da éfe-pê, que acham que o verdadeiro cavalo de batalha são as trinta e cinco horas, mas já-já, quando até estão prometidas, eu cá gostava era de saber onde andam os quatro dias de férias que perdi, mais os cortes que ainda se mantêm, mais a perda efectiva de rendimentos face à inflação, mais a falta de condições de trabalho, mais a perda de capacidade de resposta ao cidadão, tudo merdinhas que, essas sim, fazem da vida de quem trabalha nos serviços públicos uma merdoca jeitosa, e, tudo somado, tornam as cinco horas extra por semana num gigante nada, que não vale a pena trabalhar mais se a motivação desce cada vez mais, ninguém tem guita para pagar horas extra no a-tê-éle ou creche, ou a puta do fotocopiadora encrava, o cabrão computas crasha, o elevador está parado há mais de um mês, não há aquecimento ou climatização, a água da torneira sabe a cano velho, ou é a malta que tem de se quotizar para comprar um crlho dum microondas para aquecer a marmita, e o almoço é degustado na mesma secretária onde a papelada se amontoa.
E pronto, por agora é só isto.
Outbreak
Juro que gostava de poder entrar na cabeça de certas pessoas, passear pelos becos e vielas do seu raciocínio, bater às portas e cancelas do seu entendimento, entrar afoitamente e rebuscar cada cantinho, vasculhar toda a gaveta.
Talvez então conseguisse perceber que tipo de descontracção zen leva a que alguém tenha um filho doente, apanhe o mesmo bicho do filho, continue (alegremente) a ir trabalhar, e não se preocupe por aí além com o seu estado e o do petiz, a pontos de não lhe ocorrer, sei lá, levar o coisinho a uma urgência, um pediatra, ou, tudo o mais falhando, enfiá-lo numa campânula, uma cela esterilizada e, de caminho, a mãezinha enfiava-se lá também e não contactava com terceiros inocentes até acabarem com toda a medicação possível e imaginária.
Ai, que alarmista és. Pois sou: isto dura já há quinze dias. Duas semanas. Nem vou fazer contas às horas. Durante as quais conseguiu transmitir a bicheza a colegas de trabalho, e um deles, por sua vez, o passou a amantíssima espoNZa. Como sou contra a blogo-escatologia, não vou esmiuçar sintomas. Mas é desagradável. Que é. E ligeiramente incapacitante. A relação causa-efeito está mais que determinada, quando ao fim-de-semana a situação amaina e esmorece, domingo à noite o pobre casal está supimpa, mas passada segunda, tau, ele volta ao mesmo, e quanto à tal da EspoNZa, à quarta, o mais tardar, lá está ela outra vez. E hoje é quarta. Outra vez. Just sayin'. Agoniadérrima.
Talvez então conseguisse perceber que tipo de descontracção zen leva a que alguém tenha um filho doente, apanhe o mesmo bicho do filho, continue (alegremente) a ir trabalhar, e não se preocupe por aí além com o seu estado e o do petiz, a pontos de não lhe ocorrer, sei lá, levar o coisinho a uma urgência, um pediatra, ou, tudo o mais falhando, enfiá-lo numa campânula, uma cela esterilizada e, de caminho, a mãezinha enfiava-se lá também e não contactava com terceiros inocentes até acabarem com toda a medicação possível e imaginária.
Ai, que alarmista és. Pois sou: isto dura já há quinze dias. Duas semanas. Nem vou fazer contas às horas. Durante as quais conseguiu transmitir a bicheza a colegas de trabalho, e um deles, por sua vez, o passou a amantíssima espoNZa. Como sou contra a blogo-escatologia, não vou esmiuçar sintomas. Mas é desagradável. Que é. E ligeiramente incapacitante. A relação causa-efeito está mais que determinada, quando ao fim-de-semana a situação amaina e esmorece, domingo à noite o pobre casal está supimpa, mas passada segunda, tau, ele volta ao mesmo, e quanto à tal da EspoNZa, à quarta, o mais tardar, lá está ela outra vez. E hoje é quarta. Outra vez. Just sayin'. Agoniadérrima.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Deathwish
Assim a modos de preparação, e porque sempre estou sentada e se evita o tombo, comecei a pesquisar e consultar catálogos de revestimentos, louça sanitária, torneiras, colunas, resguardos e bases de duche online.
Confirma-se: ainda bem que estava sentada.
Mantenho: tenho um gosto acima das minhas possibilidades.
Confirma-se: ainda bem que estava sentada.
Mantenho: tenho um gosto acima das minhas possibilidades.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
So much to do, so little time
Ele há tanto fim-de-semana em que não se passa nada, e neste, hã, neste calha suceder, ocorrer, acontecer, ao mêmo tempo e em simultâneo, a Feira das Almas, a Feira do CCB, e a Crafts&Design, que leva o prémio para o nome mais cagão de sempre, o que os safa é que se trata, comprovadamente, da melhor feira de artesanato de Lisboa. Até ver, que a do CCB não conheço, mas asseguraram-me ser janotíssima. É pena é situar-se ali no eixo do passeio dos tristes; chamem-me nomes, mas cada vez que vou a Belém no fim-de-semana apanho um enjoo de turistas e casais&crias a brincar às famílias funcionais, e até concedo, é mais funcional que enfiarem-se todos no colombo, cala-te boca, que se calhar é para onde vão nos dias de chuva.
Anyhoo, sendo que ainda sucede, ocorre, acontece um almoço de aniversário, a necessidade de me ir actualizar quanto a revestimentos e loiças sanitárias, e também gostava de ir ver o Animalisa, agora só numa sala e num horário merdoso, o mais provável é que nesta angústia da escolha, na ansiedade de não perder uma, ocorra, aconteça, suceda um major meltdown, e acabe por ficar em casa embrulhadinha numa manta e a debitar Olive Kitteridge e Inspector Morse. Sou uma pessoa muito doente, não me posso inquietar.
Anyhoo, sendo que ainda sucede, ocorre, acontece um almoço de aniversário, a necessidade de me ir actualizar quanto a revestimentos e loiças sanitárias, e também gostava de ir ver o Animalisa, agora só numa sala e num horário merdoso, o mais provável é que nesta angústia da escolha, na ansiedade de não perder uma, ocorra, aconteça, suceda um major meltdown, e acabe por ficar em casa embrulhadinha numa manta e a debitar Olive Kitteridge e Inspector Morse. Sou uma pessoa muito doente, não me posso inquietar.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Não perlimpimparás
E depois uma pessoa sente-se frágil, não resiste à tentação de dar uma voltinha e entrar no antro do mal que é uma determinada loja com utilidades domésticas, objectos decorativos e bric-a-brac vário, e dá de caras com uma coisa que, ihihihihih, ficava tão gira lá no tasco apalhaçado a que chama lar, e pega-lhe, e mira-a ao alto, e pensa vou levar, e depois soa uma campainha vinda do ainda vivo lado sensato do cérebro, ei, há aqui qualquer coisa que não bate certo, e olha-se com olhos de ver, e eh pá, fica na loja.
É o que dá entregar a manufactura a quem nem um O level tem, o problema da ileteracia funcional não é só nosso.
Alguém nota?
[já que estou em maré livro de reclamações: a padaria portuguesa pode enfiar os seus croissant brioche lá, onde o sol não brilha. um gajo abre aquilo e a massa com consistência de chicla mastigada, ou seja, o fermento, pá, o fermento mal dissolvido, não fermentado, e o resto?, cru, cru que parecia plasticina. não voltei lá para lhes atirar a cena às fuças que só o que ia gastar em parque não compensava.]
É o que dá entregar a manufactura a quem nem um O level tem, o problema da ileteracia funcional não é só nosso.
Alguém nota?
[já que estou em maré livro de reclamações: a padaria portuguesa pode enfiar os seus croissant brioche lá, onde o sol não brilha. um gajo abre aquilo e a massa com consistência de chicla mastigada, ou seja, o fermento, pá, o fermento mal dissolvido, não fermentado, e o resto?, cru, cru que parecia plasticina. não voltei lá para lhes atirar a cena às fuças que só o que ia gastar em parque não compensava.]
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Fui ver: era o ovário
{estrofe primeira}
Vem ter comigo à cozinha, e relata-me o que estava a sonhar: Deus [sim, esse; o Deus] convocava uma conferência de imprensa, revelava que sim senhor, existia, mas estava farto desta merda toda e ia tirar umas férias. Se paciente-zero para psicanalistas em formação fosse uma profissão, acho que ele reunia todas as condições para uma carreira de sucesso.
{e segue a segunda}
Em dois dias encarei a realidade e conformei-me: depois da lasca no lavatório, os riscos e ponto de ferrugem na banheira, parti a tampa do depósito da sanita [don't ask]. É mesmo este ano, a remodelação da casa-de-banho. Não me ap€t€cia nada, por variadas e válidas razõ€s, sendo uma delas a seguinte: banhinho [casa de banho de serviço não tem duche]. Vamos ter de nos mudar quinze dias [sou uma optimista e não abro] e fazer cem Ks diários. Vou ter de começar o calvário do pedido de orçamentos, e a romaria das lojas de materiais. Como o meu sentido estético insiste em viver acima das minhas possibilidades, já andei a namorar o catálogo Viúva Lamego [que tem os azulejos lisos e moldados mais bonitos de sempre] e a pesquisar "mosaico hidráulico". Obviamente, vou acabar a chorar lágrimas de sangue, e a pedir uma atençãozinha na mantovani ou na anlorbel.
{e finda aqui}
Isto de poder [maizoumenos] gerir o meu horário de trabalho é uma bênção [ou não, é conforme] que não aproveito devidamente. Principalmente porque tenho uma costela castelhana, e ali entre a uma e as quatro sou uma papa mole. Testado e garantido: se fizer duas horas de almoço, volto fresquinha e ultra produtiva. Então porque não o fazes? Olha, é a puta da culpa. E as bocas, fartinha de ouvir bocas, mesmo que não me sejam dirigidas, sempre que um troll insulta a maltinha do Estado, eu sinto. Aqui de lado. Como a lança que trespassou o outro. Vai daí, para calar a Olívia empresária [que aluga uma salinha aqui no condomínio que é o meu cérebro, salinha essa onde, aliás, nunca trabalhou, mas sediou a empresa que criou para sacar uns fundos europeus], dizia eu que para calar essa Olívia, que aparece sempre à porta quando passa a Olívia amanuense, e lhe grita impropérios do género lá vai ela ver montras e a gente a pagar, fico aqui, a fazer girar a manivela, mesmo que mais 'vagarinho. Um dia isto passa-me.
Vem ter comigo à cozinha, e relata-me o que estava a sonhar: Deus [sim, esse; o Deus] convocava uma conferência de imprensa, revelava que sim senhor, existia, mas estava farto desta merda toda e ia tirar umas férias. Se paciente-zero para psicanalistas em formação fosse uma profissão, acho que ele reunia todas as condições para uma carreira de sucesso.
{e segue a segunda}
Em dois dias encarei a realidade e conformei-me: depois da lasca no lavatório, os riscos e ponto de ferrugem na banheira, parti a tampa do depósito da sanita [don't ask]. É mesmo este ano, a remodelação da casa-de-banho. Não me ap€t€cia nada, por variadas e válidas razõ€s, sendo uma delas a seguinte: banhinho [casa de banho de serviço não tem duche]. Vamos ter de nos mudar quinze dias [sou uma optimista e não abro] e fazer cem Ks diários. Vou ter de começar o calvário do pedido de orçamentos, e a romaria das lojas de materiais. Como o meu sentido estético insiste em viver acima das minhas possibilidades, já andei a namorar o catálogo Viúva Lamego [que tem os azulejos lisos e moldados mais bonitos de sempre] e a pesquisar "mosaico hidráulico". Obviamente, vou acabar a chorar lágrimas de sangue, e a pedir uma atençãozinha na mantovani ou na anlorbel.
{e finda aqui}
Isto de poder [maizoumenos] gerir o meu horário de trabalho é uma bênção [ou não, é conforme] que não aproveito devidamente. Principalmente porque tenho uma costela castelhana, e ali entre a uma e as quatro sou uma papa mole. Testado e garantido: se fizer duas horas de almoço, volto fresquinha e ultra produtiva. Então porque não o fazes? Olha, é a puta da culpa. E as bocas, fartinha de ouvir bocas, mesmo que não me sejam dirigidas, sempre que um troll insulta a maltinha do Estado, eu sinto. Aqui de lado. Como a lança que trespassou o outro. Vai daí, para calar a Olívia empresária [que aluga uma salinha aqui no condomínio que é o meu cérebro, salinha essa onde, aliás, nunca trabalhou, mas sediou a empresa que criou para sacar uns fundos europeus], dizia eu que para calar essa Olívia, que aparece sempre à porta quando passa a Olívia amanuense, e lhe grita impropérios do género lá vai ela ver montras e a gente a pagar, fico aqui, a fazer girar a manivela, mesmo que mais 'vagarinho. Um dia isto passa-me.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Enquanto as armas descansam
Uma das melhores coisas e mais giras que (me) aconteceu em 2015 foi ter dado conta que um p'sarito qualquer tentou fazer ninho na minha varanda, num sítio que, à primeira vista, até poderia parecer muito adequado e inteligente mas, pensando melhor, e o p'sarito pensou, não era muito boa ideia. Achei um piadão e deixei lá ficar a (quase) obra, porque se me alegra o espírito a olhar para aquela (meia) empresa; e também porque o raio do pé direito é alto, canudo, e não é esta quem subirá a um escadote para desmanchar a empreitada, por via das vertigens e tal.
Ora outro dia, enquanto tomava o meu shot de café na varanda, aproveitava o fresquinho da manhã e, mais prosaicamente, via que tal estava o dia, passou-me a um palmo do cocuruto um p'saricho, que terminou o voo no alto do chapéu de sol. Ali ficou uns momentos, olhando em redor, segurando no biquito um rolito de matéria prima que adivinhei destinar à sua moradia em construção. Era pequenit'cho, o ser; da mesma cor que os pardais, mas mais mimoso e concentrado, rabit'cho em leque, levantado. Não será um pardal, desconheço a que espécie pertence mas, depois de observar alguns despojos no chão da varanda, percebi que andava a desmanchar a meia obra e a levar os materiais em seu proveito, o malandreco. Já o vi mais uma vez, e o projecto de ninho lá vai sendo desmanchado. Achei fofo, zen, querido, e apeteceu-me relatar.
Pode ser palerma, mas aquele (meio) ninho e este p'saricho são uma espécie de happy place, onde me refugio mentalmente quando algo me chateia. E se há coisas que me chateiam. Poderia, portanto, escrever sobre o afoito p'saricho, ou sobre coisas que me encanitam, e fazer uma espécie de catarse. Escolhi a primeira porque, com franqueza, não sei se adianta muito ao mundo, ou ao meu bem-estar pessoal, manifestar aqui a minha franca estupefacção por haver quem ache normal a lei excluir, clara e taxativamente,candidatos a adoptantes em função do sexo da pessoa com quem casaram, quando não faz o mesmo relativamente a pessoas, por exemplo, apreciadoras de alimentos saturados de gorduras trans, ou portadoras de deficiência física profunda, ou doença ou deficiência mental, ou mau humor e/ou mau hálito matinal, ou fumadoras, ou com registo de condenações criminais, incluindo crimes contra pessoas ou de abuso sexual, isso mesmo, uma pessoa condenada por crimes sexuais, inclusivamente contra crianças, pode ser, em teoria, candidato a adoptante (claro que seria chumbado liminarmente, mal lhe lessem o CRC), mas um casal de dois homens ou duas mulheres, deuznoslivre, jessussenhor, credo.
Mas se calhar não vale a pena ralar-me, não vale a pena explicar, que o tal do interesse superior da criança é um princípio orientador, e que é criteriosamente seguido durante todo o processo, mormente na avaliação, em concreto, dos candidatos a adoptante e que, não havendo provas cabais que um determinado grupo oferece, à partida, inequívoco risco e perigo para o são desenvolvimento de uma criança, então não pode ser liminarmente excluído e que, sendo, estamos (acho eu) perante uma violação do princípio da igualdade, consagrado no elusivo artigo 13º da Constituição. Mas que sei eu, hein, afinal isto é só uma opinião, ninguém quer saber, não vale a pena andar a bater no ceguinho, e há mais de dois/três dias que não vejo o sacana do p'sarito, tenho-lhe algumas saudades.
Ora outro dia, enquanto tomava o meu shot de café na varanda, aproveitava o fresquinho da manhã e, mais prosaicamente, via que tal estava o dia, passou-me a um palmo do cocuruto um p'saricho, que terminou o voo no alto do chapéu de sol. Ali ficou uns momentos, olhando em redor, segurando no biquito um rolito de matéria prima que adivinhei destinar à sua moradia em construção. Era pequenit'cho, o ser; da mesma cor que os pardais, mas mais mimoso e concentrado, rabit'cho em leque, levantado. Não será um pardal, desconheço a que espécie pertence mas, depois de observar alguns despojos no chão da varanda, percebi que andava a desmanchar a meia obra e a levar os materiais em seu proveito, o malandreco. Já o vi mais uma vez, e o projecto de ninho lá vai sendo desmanchado. Achei fofo, zen, querido, e apeteceu-me relatar.
Pode ser palerma, mas aquele (meio) ninho e este p'saricho são uma espécie de happy place, onde me refugio mentalmente quando algo me chateia. E se há coisas que me chateiam. Poderia, portanto, escrever sobre o afoito p'saricho, ou sobre coisas que me encanitam, e fazer uma espécie de catarse. Escolhi a primeira porque, com franqueza, não sei se adianta muito ao mundo, ou ao meu bem-estar pessoal, manifestar aqui a minha franca estupefacção por haver quem ache normal a lei excluir, clara e taxativamente,candidatos a adoptantes em função do sexo da pessoa com quem casaram, quando não faz o mesmo relativamente a pessoas, por exemplo, apreciadoras de alimentos saturados de gorduras trans, ou portadoras de deficiência física profunda, ou doença ou deficiência mental, ou mau humor e/ou mau hálito matinal, ou fumadoras, ou com registo de condenações criminais, incluindo crimes contra pessoas ou de abuso sexual, isso mesmo, uma pessoa condenada por crimes sexuais, inclusivamente contra crianças, pode ser, em teoria, candidato a adoptante (claro que seria chumbado liminarmente, mal lhe lessem o CRC), mas um casal de dois homens ou duas mulheres, deuznoslivre, jessussenhor, credo.
Mas se calhar não vale a pena ralar-me, não vale a pena explicar, que o tal do interesse superior da criança é um princípio orientador, e que é criteriosamente seguido durante todo o processo, mormente na avaliação, em concreto, dos candidatos a adoptante e que, não havendo provas cabais que um determinado grupo oferece, à partida, inequívoco risco e perigo para o são desenvolvimento de uma criança, então não pode ser liminarmente excluído e que, sendo, estamos (acho eu) perante uma violação do princípio da igualdade, consagrado no elusivo artigo 13º da Constituição. Mas que sei eu, hein, afinal isto é só uma opinião, ninguém quer saber, não vale a pena andar a bater no ceguinho, e há mais de dois/três dias que não vejo o sacana do p'sarito, tenho-lhe algumas saudades.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
ou O Optimismo
Uma pessoa só se apercebe que isto aqui é um quintalinho, um ermo esquecido onde nem Judas perderia calçado, quando tem de procurar estudos, artigos ou livros sobre determinados temas, e não encontra nada, nadica traduzido no português de Camões. Sim senhora, ele há muito em português brasileiro, que nisso nossos irmãos, abençoados sejam, parece que têm iniciativa e procura, mas pô, né, gentxi, eu assumo as minhas dificuldades em ler português brasileiro, para além da logística quase impossível que é encomendar coisas via transatlântica (e o preço, jasus, via fnac fica tudo acima da centena de aérios). Resta a impossibilidade (pour moi) do francês de alguns originais, ou o inglês, e a dificuldade de ler cenas tramadamente técnicas naquela língua, mesmo para alguém que até a domina muito razoavelmente, if I may say so myself. E também não são propriamente baratos. Resta a boa da net, a benfazeja, santa net, ao menos nos artigos (embora os mais recentes só pagando, damn you, Lancet!).
E aqui estamos, condenados à mais pobre e rasteira inguinorância. Ou não. Macacos me mordam se são mais teimosos que eu.
E aqui estamos, condenados à mais pobre e rasteira inguinorância. Ou não. Macacos me mordam se são mais teimosos que eu.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Feios, porcos e maus
Claro que o pior presidente de sempre não se podia despedir de Belém sem deixar um presente de cocó. Tê-lo embrulhado e entregue hoje, é só mais uma prova do carácter de quem nos representou uma década no mais alto cargo da nação. Asco, profundo asco.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Estorvo
O tipo foi introduzido como avençado de um dos do grupo. A apresentação foi mínima, mas muito concreta: não é mau tipo, mas é um chato sem noção. Notou-se logo, aliás. Ainda não me conhecia há um par de horas, e já levava com o selo Izzie vátafoder nas trombas. Sucedeu assim: dois ou três estávamos a discutir qualquer coisa, o habitual entre nós, uma conversa com tantas opiniões como cabeças; do nada, ouço uma pulguinha ali ao lado a mandar uma boca completamente despropositada, que não aventava qualquer opinião nem acrescentava à conversa, apenas uma tirada dirigida a esta vossa, com um juízo de valor sobre esta pessoa. Que ele não conhecia nem há um par de horas. Suspendi o que estava a dizer, girei a cabeça naquela direcção, e sugeri que fosse mandar postas de pescada para o local apropriado, que na altura entendi fosse o falo, genericamente falando.
Hoje, passados mais de vint'anos, sou uma pessoa mais crescida, respeitável, circunspecta. Já não mando ninguém para qualquer parte da anatomia, feminina ou masculina. Ao menos verbalmente, que há quem diga que tenho um olhar que não engana quem me conhece. E, caraças, se me obrigam amiúde a usar esse olhar. Por mais que as evite, não lhes dê cunfa, expressamente as demita, há sempre uma pulguinha diligente pronta a mandar um bitaite não solicitado, em conversa em que não é parte - e até poderia ser, se o bilhete de entrada fosse qualquer opinião a propósito, em vez de um comentário sem noção. Continuo a ter sempre a mesma reacção inicial: suspendo-me, e faço o meu olhar mas alguém te perguntou alguma coisa. Sobre o assunto em causa, nada?, então dispensa-se divagações periféricas. E retomo.
Suspiros. Somos sempre o assunto de alguém, ao que parece; ainda que esse alguém devesse ter bem presente que não é assunto nosso, presente, passado, futuro. Podem guinchar quanto querem, mas ali é apenas fumaça, não reconheço nada.
E, se não têm mesmo mais nada que fazer que meter o nariz onde este não é chamado, desejado, considerado, sempre podem dar uns passinhos de dança. 'Cause it's the pelvic thrust that really drives you insane; let's do the time-warp again.
Hoje, passados mais de vint'anos, sou uma pessoa mais crescida, respeitável, circunspecta. Já não mando ninguém para qualquer parte da anatomia, feminina ou masculina. Ao menos verbalmente, que há quem diga que tenho um olhar que não engana quem me conhece. E, caraças, se me obrigam amiúde a usar esse olhar. Por mais que as evite, não lhes dê cunfa, expressamente as demita, há sempre uma pulguinha diligente pronta a mandar um bitaite não solicitado, em conversa em que não é parte - e até poderia ser, se o bilhete de entrada fosse qualquer opinião a propósito, em vez de um comentário sem noção. Continuo a ter sempre a mesma reacção inicial: suspendo-me, e faço o meu olhar mas alguém te perguntou alguma coisa. Sobre o assunto em causa, nada?, então dispensa-se divagações periféricas. E retomo.
Suspiros. Somos sempre o assunto de alguém, ao que parece; ainda que esse alguém devesse ter bem presente que não é assunto nosso, presente, passado, futuro. Podem guinchar quanto querem, mas ali é apenas fumaça, não reconheço nada.
E, se não têm mesmo mais nada que fazer que meter o nariz onde este não é chamado, desejado, considerado, sempre podem dar uns passinhos de dança. 'Cause it's the pelvic thrust that really drives you insane; let's do the time-warp again.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
And now for something completely different
Ora bem, ora bem, este é um daqueles assuntos que só com a ajuda do (estimado) público, ao qual apelo sem qualquer pudor, e aliás de mãos postas.
Avançando já com o disclaimer e pressuposto: não sou mãe. Não percebo nada de infantes e juvenis e, dizem as más línguas, sou um bocadinho fascista, conservadora e bruta nas minhas ideias sobre educação, o que é giro numa anarca-libertária, mas nem por isso contraditório, um dia explico. Quer isto dizer que, face a muitas cenas que putos conhecidos e desconhecidos fazem, eu tenho aquela solução de correr tudo a valentes castigos, em vez de estar ali a indagar o que sente pobre petiz, partilha as emoções e o caneco. Não quero saber se comer de faca e garfo e boca fechada causa traumas: come de faca e garfo e boca fechada. É assim e acabou, e não tenho de justificar. A título de exemplo.
Ora sucede que eu tenho trêsmonstros sobrinhos, de quem gosto muito, que gosto, mas viessem eles parar às minhas mãos no estado em que se encontram actualmente e numa semana ficavam com um calo na nuca, de tanto caldo. Mas gosto muito deles. Ponto. A mais velha já vai fazer quinze (licencinha, deu-me uma tontura, não tenho idade para ter uma sobrinha de quinze), e eu achei brutalmente engraçado e finalmente adequado começar a dar umas voltas com ela. Vai daí, fiz a proposta: "Chavala, queres ir com a tia a Londres, no próximo verão?" Se alguém me tivesse proposto isto nos meus quinze anos, no exacto segundo seguinte tinham de chamar o inem (à data 115), que eu teria um piripaque de emoção. Mas ela, nada. Nicles, Niente. Minto: disse: "era fixe". Sem modulação de voz. Flat como um mar algarvio. E continuou a dedilhar no telemóvel. Achei que poderia não ter percebido bem e repeti. E zero. Pronto, não esperava uma reacção tão histriónica como a que eu teria - ainda hoje, que por mais que lá vá ainda é um excitex - mas. Coise. A mãe da criatura, que calhou apanhar a conversa, ficou estacada. Até para ela era de mais. E diz a mãe: "Ó coisinha, tu ouviste o que a tia te disse?" E a outra "aham, muito fixe". Os olhos da mãe pareciam a super-lua.
Orabemorabemorabem. E agora? Eu já tinha verbalizado várias vezes (perante mate e meu pai, os únicos a quem posso verbalizar tais coisas) que estão ali três que têm tudo e não dão valor a nada (a sério, não me façam falar na orgia da abertura de prendas natalícias, que se repete ano após ano, e antes da crise nem vos digo). Mas isto. Pá. Um bocadinho excessivo, não? É que eu, que já andava a matutar no assunto e a planear cenas e taletal, fiquei assim a modos que. Sem vontadinha nenhuma.
Faço o quê, hein? Dou-lhe uma valente lição, tipo, bom, "pareceu-me que não estavas interessada e desisti, vou antes gastar o dinheiro numa boa causa"; ou dou-lhe um valente chuto; ou faço de conta que na boa e vamos na mesma? Sinceramente. Pá. Não tenho habilitações para lidar com estas merdas.
Avançando já com o disclaimer e pressuposto: não sou mãe. Não percebo nada de infantes e juvenis e, dizem as más línguas, sou um bocadinho fascista, conservadora e bruta nas minhas ideias sobre educação, o que é giro numa anarca-libertária, mas nem por isso contraditório, um dia explico. Quer isto dizer que, face a muitas cenas que putos conhecidos e desconhecidos fazem, eu tenho aquela solução de correr tudo a valentes castigos, em vez de estar ali a indagar o que sente pobre petiz, partilha as emoções e o caneco. Não quero saber se comer de faca e garfo e boca fechada causa traumas: come de faca e garfo e boca fechada. É assim e acabou, e não tenho de justificar. A título de exemplo.
Ora sucede que eu tenho três
Orabemorabemorabem. E agora? Eu já tinha verbalizado várias vezes (perante mate e meu pai, os únicos a quem posso verbalizar tais coisas) que estão ali três que têm tudo e não dão valor a nada (a sério, não me façam falar na orgia da abertura de prendas natalícias, que se repete ano após ano, e antes da crise nem vos digo). Mas isto. Pá. Um bocadinho excessivo, não? É que eu, que já andava a matutar no assunto e a planear cenas e taletal, fiquei assim a modos que. Sem vontadinha nenhuma.
Faço o quê, hein? Dou-lhe uma valente lição, tipo, bom, "pareceu-me que não estavas interessada e desisti, vou antes gastar o dinheiro numa boa causa";
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
O estado a que chegámos
Falta uma semana, e não faço ideia em quem votar.
O coração diz Marisa, o cérebro diz Nóvoa. Não custaria tanto se Nóvoa não rimasse com nódoa, não se tratasse de um quase não-ser, e o acrónimo da campanha não fosse Snap. Se o tipo tivessetomates imaginação, tinha ousado o Snapy (Sampaio da Nóvoa À Presidência, Yay!). E aí talvez não estivesse tão indecisa, que gosto de uma pitadinha de loucura e ousadia na minha política.
O coração diz Marisa, o cérebro diz Nóvoa. Não custaria tanto se Nóvoa não rimasse com nódoa, não se tratasse de um quase não-ser, e o acrónimo da campanha não fosse Snap. Se o tipo tivesse
Não tente isto em casa
Depois de 2015 ter sido marcado pela execução da resolução "só pinto o cabelo no cabeleireiro", e inevitáveis visitas mensais ao salão (é a pdi, caneco, o meu cabelo não tem, definitivamente, a minha idade mental, mas sim a física), achei que sim senhora, foi muito giro, mas já chega. Não há pachorra, não há. Além da ginástica para marcar, a corrida para ir, o ioga das duas horas numa sala quente, cheia de ruído de ventania eléctrica, o cabeleireiro dá-me seca. Muita seca. São horas de vida que não voltam. Nem é o dinheiro que se gasta, que aqui a mega-calona até paga alegremente para se ver livre de trabalhos; é a seca. Se-ca.
Vai daí, ala a uma lojinha de produtos específicos, e sai com o revelador e tinta da marca (inoa, sem espinhas: o meu couro cabeludo não se dá com amoníaco). E ontem, zunga, sacar dos fundos do armário de casa de banho o pincel e tigelinha. Estou uma pro, pá. É claro que, da próxima, deito primeiro o revelador e só depois a cor e nuance* (estas ocupam espaço e depois é mais complicado aferir se estamos a por mesmo a quantidade devida). E, já agora, note to self, não voltar a fazer a coisa a olhómetro, quando se tem uma bimby onde se pode pesar as partes (60+30+30, respectivamente). Por acaso correu bem, não me caiu o cabelo nem nada, mas capaz de jurar que o olho não mede bem as gramagens. Adiante. E ainda se deu uma manicure caprichada, em hora e meia despachada, nos intervalos até uma sopa vigiada. Maravilha. Uma vez bricoleira, sempre fã do diy.
*fica a dica para quem pinta cabelos brancos: nunca usar só a cor nuance: misturar parte, pelo menos 1/2, de cor base (que são aquelas com número inteiro, tipo, 4, 5, etc); e o resto em nuance, dentro da mesma cor (quem usa cor base 4, deve usar nuance com a mesma cor, tipo 4,35). Com isto evitam que, com as lavagens, o cabelo comece a ficar com um ar encardido, avermelhado, ruço, enferrujado. De nada.
Vai daí, ala a uma lojinha de produtos específicos, e sai com o revelador e tinta da marca (inoa, sem espinhas: o meu couro cabeludo não se dá com amoníaco). E ontem, zunga, sacar dos fundos do armário de casa de banho o pincel e tigelinha. Estou uma pro, pá. É claro que, da próxima, deito primeiro o revelador e só depois a cor e nuance* (estas ocupam espaço e depois é mais complicado aferir se estamos a por mesmo a quantidade devida). E, já agora, note to self, não voltar a fazer a coisa a olhómetro, quando se tem uma bimby onde se pode pesar as partes (60+30+30, respectivamente). Por acaso correu bem, não me caiu o cabelo nem nada, mas capaz de jurar que o olho não mede bem as gramagens. Adiante. E ainda se deu uma manicure caprichada, em hora e meia despachada, nos intervalos até uma sopa vigiada. Maravilha. Uma vez bricoleira, sempre fã do diy.
*fica a dica para quem pinta cabelos brancos: nunca usar só a cor nuance: misturar parte, pelo menos 1/2, de cor base (que são aquelas com número inteiro, tipo, 4, 5, etc); e o resto em nuance, dentro da mesma cor (quem usa cor base 4, deve usar nuance com a mesma cor, tipo 4,35). Com isto evitam que, com as lavagens, o cabelo comece a ficar com um ar encardido, avermelhado, ruço, enferrujado. De nada.
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