Morreu. Foi com ele que aprendi a cozinhar, pá. Mas atenção, não estou com isto a atribuir culpas pelos fracos resultados, hein. Eu sempre fui mais da escola desta senhora: enfiar a galinha no forno e tirar as empadas compradas na pastelaria da esquina.
(anda tudo tão ralado com um tal de vazio de poder, que ninguém fala do que é verdadeiramente importante)
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
I heard the news today oh boy
Ando há tanto tempo a sentenciar que a esquerda está condenada a entender-se, que já tinha perdido a esperança de viver para os ver cumprir a pena.
(a primeira peçoa a atirar que o pê-ésse não é esquerda ganha o primeiro lugar no concurso clichê do dia, premiado com a terrina couve tipo Bordallo. eles arrumaram o socialismo na gaveta, eu lembro-me que já cá andava. felizmente ainda se recordam em que gaveta e, vai-se a ver, conservou-se bem, sem ómidades.)
(a primeira peçoa a atirar que o pê-ésse não é esquerda ganha o primeiro lugar no concurso clichê do dia, premiado com a terrina couve tipo Bordallo. eles arrumaram o socialismo na gaveta, eu lembro-me que já cá andava. felizmente ainda se recordam em que gaveta e, vai-se a ver, conservou-se bem, sem ómidades.)
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
It's bigger on the inside
Não, não é muito cedo para começar a lista de Natal.
[com a sorte que este rectângulo à beira mar tem, isto não chega cá. sim, que ainda estou à espera do Kwik-E-Mart. bandidos regionalistas.]
[com a sorte que este rectângulo à beira mar tem, isto não chega cá. sim, que ainda estou à espera do Kwik-E-Mart. bandidos regionalistas.]
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Blessed are the cheesemakers
Agora que já provei, juro que não sei de que raio ri a vaca.
[aquilo é queru um bocadinho mais rijo, e quem gosta de queru não pode gostar de queijo. também não entendo quem compra aqueles flamengo-bonsai. se é para levar na lancheira, ok, eu também caí nessa com a ruminante risonha, mas mais vale comprar a bola e levar uma fatia, pela minha saudinha]
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
This is your life
[e agora, também na internet]
- Não, repare: o que está aqui a pedir não tem fundamento porque [explica, explica, explica], além de que, se quisesse ter esse resultado/benefício, teria que ter procedido/ocorrido [explica, explica, explica], compreende? Na situação actual, em que me expõe que [tal, tal e tal], não pode pedir que [coiso, e coiso, e coiso]; não se integra na previsão, teria que ter ocorrido/feito/verificar-se [explica, explica, explica]. Entende?
- (...)
- (...)
- (...)
- Hum?
- Mas eu continuo a achar que tenho razão, e alguém tem que fazer alguma coisa.
- Não, repare: o que está aqui a pedir não tem fundamento porque [explica, explica, explica], além de que, se quisesse ter esse resultado/benefício, teria que ter procedido/ocorrido [explica, explica, explica], compreende? Na situação actual, em que me expõe que [tal, tal e tal], não pode pedir que [coiso, e coiso, e coiso]; não se integra na previsão, teria que ter ocorrido/feito/verificar-se [explica, explica, explica]. Entende?
- (...)
- (...)
- (...)
- Hum?
- Mas eu continuo a achar que tenho razão, e alguém tem que fazer alguma coisa.
O povo é quem mais ordena
Para o PS em especial, e restante esquerda em geral, o período de reflexão inicia-se hoje. Tomara que o aproveitem bem.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
E anda com uma cara, o infeliz
[ando desde o início da semana a pensar escrever qualquer coisa sobre as eleições, a campanha eleitoral, o plafonamento e outros temas realmente importantes, mas entretanto amarrota-se-me o raciocínio, embrulha-se-me o estômago, e não sou capaz de desatar este nó de tristeza e desânimo.]
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Chariots of Fire
Se a aldrabice fosse modalidade olímpica, Portugal já tinha um palmarés que vou-vos contar.
[ele há dias em que, derivado de circunstâncias, desenvolvo uma anormal simpatia por Vlad Dracul, e a sua obsessão em empalar]
[ele há dias em que, derivado de circunstâncias, desenvolvo uma anormal simpatia por Vlad Dracul, e a sua obsessão em empalar]
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
The Lucifer Effect
E depois há os que agridem escolhem agredir porque podem. Simplesmente por isso. E isso do "poder" não corresponde, tão somente, ao escolher fazê-lo porque acordaram para aí virados. Nem toda a gente, mesmo querendo, pode escolher agir livremente de determinada forma. Os que agridem porque podem são aqueles que nasceram, ou encalharam, ou se movimentam num determinado círculo - familiar, social alargado ou mais restrito, profissional, sei lá - onde certas condutas não só não são censuradas ou reprimidas, como são entendidas como manifestação de superioridade, e exaltadas. É assim mesmo. Ou és caçador ou és a caça, that's how they roll. Escolhem agredir porque podem, e podem porque - já o sabem à partida - o acto não traz quaisquer consequências nefastas. E depois, claro, há milhentas graduações. Desde o sociopata puro que, ao comando de uma empresa, afirma sem vergonha que paga o menos possível a quem para si trabalha, ou aqueloutro que comercializa um medicamento que é a diferença entre a vida é a morte para tantos, mas hélas, o mercado manda, e vamos de o aumentar para preços incomportáveis. Passando pelo cão de fila que não é mais que um poodle, mas não perde oportunidade de mostrar os dentinhos e latir esganiçado, pensando que com isso alcança algum estatuto melhor que o mero bicho de estimação - good dog!, you good dog! - não tendo a inteligência de perceber que nunca passará do colo ou da porta de entrada, um capacho conveniente. E depois há o resto. Os deslumbrados com os olhares de receio, e que acumulam endorfinas cada vez que põem alguém na ordem, a nu, no seu lugar. Os que fazem claque, tão parecidos com os poodles, os bobos, e até os espectadores silenciosos. Tomar consciência do que nos motiva, reflectir, ter a coragem de dizer não, isso é que era. Mas dá tanto trabalho, nenhum homem é uma ilha, e correr o risco de ser segregado ou, pior, passar a linha ser empurrado para o lado dos agredidos, isso é que não.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Help, I have done it again, I have been here many times before, hurt myself again today, and the worst part is there's no one else to blame
Esta é a uma explicação que encontrei, é tão boa como outra qualquer, mas serve-me bem e, ao menos, permite-me encontrar um sentido em muita coisa: a grande maioria dos actos de agressão, e principalmente os gratuitos, vêm de uma necessidade extrema de defesa. O primeiro a agredir defende-se porque assim já não é agredido, ou assim o acredita. Sente-se seguro, resguardado. Mais forte. E, portanto, uma pessoa que se sente entalada, que diabo, uma pessoa que está, vive, é uma entalada, prefere escolhe agredir. E, inevitavelmente, acaba a atingir também quem lhe estende a mão para a segurar, condenando-se à inevitável queda.
Tenho a sorte de a vida me ter ensinado, a duras penas, que vale a penaescolher arriscar a vulnerabilidade. A mão estendida pode revelar-se traiçoeira? Seja. Acolha-se a dita com um sorriso e voz calma. O resto logo se vê. É melhor, ainda assim, que viver numa eterna desconfiança triste de acossado.
[unfold me. and breathe me]
Tenho a sorte de a vida me ter ensinado, a duras penas, que vale a pena
[unfold me. and breathe me]
É sexta-feira (yeaaahhh)
Tive aqui um maluques a gritar comigo, e ainda são quinz'oras,
(posso ir embora alegando emotional distress?)
(desculpinhas por a expressão ir em estrangeiro, mas ando a ler naquela língua e não me ocorre agora semelhante tan linda e sonora na língua de Camões)
(culpo os meus pais, que não me fizeram herdeira ryca)
(posso ir embora alegando emotional distress?)
(desculpinhas por a expressão ir em estrangeiro, mas ando a ler naquela língua e não me ocorre agora semelhante tan linda e sonora na língua de Camões)
(culpo os meus pais, que não me fizeram herdeira ryca)
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Strange days have found us, and through their strange hours, we linger alone
Acho que ontem a minha mãe me fez um bruto elogio. Não daqueles tipo a minha rica filhinha é a mailinda / elegante / fofinha / criatura mais espectacular, mas daqueles que interessam mesmo. Acho, porque não tenho a certeza. Não temos muita prática nisto, nem uma como emissora, nem a outra como receptora. São muitos anos nos papéis de Mrs. Understated e Miss Designated Cuckoo-Bananas, nesta família.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Outside of a dog, a book is a man's best friend. Inside of a dog it's too dark to read.
Ah, acharam que o post é sobre livros? Também. Mas é mais sobre irritações, e muitas e variadas cenas e situações. Irritar é bom. Faz-me melhor que correr. Não me liberta endorfinas (e quem as quer libertar?, fazem-me falta aqui!), mas liberta-me muitas toxinas. Sou uma pessoa muito doente dos nervos, se alguma coisa me irrita tenho logo de ligar a ventilação.
Vamos a isso. Pintrest: inscrevi-me, e tenho andado por lá a passear. E a coleccionar ideias das boas, ena tantas coisinhas lindas para eu acrescentar à lista das excelentes ideias que nunca porei em prática. Adiante. Por razões de necessidade, pesquiso muito sobre estantes, prateleiras, arrumação de tralha em geral e livros em particular. E eis que o coisinho me começa a sugerir imagens como estas aqui:
Isso. Arrumação de livros por cores. Parece que é tandance.
Tiremos sessenta segundos das nossas atarefadas vidas para reflectir.
Epá. A sério. A sério. Quem é que inventou esta merda. Quem. Quero o/a responsável amarrado ao pelourinho, o mais tardar ao meio dia e meia hora. Ah, mas admite que o efeito é muito lindo. Opiniões. Um livro não é um pano de cozinha, que se escolhe para combinar com a barra dos azulejos. Um livro não é um objecto decorativo, embora se possa arrumar de forma mais decorativa, ou, vá, de acordo com aquilo que nos parece ser mais agradável à vista. Eu tento, mas desde já admito que aprecio muito a anarquia de cores e feitios das lombadas, acho que acrescenta um não-sei-quê de alegria e imprevisibilidade a qualquer divisão.
Mas vamos também a questões práticas. Como é que os seguidores desta moda encontram seja o que for? Como? É que por autores, por temas, um gajo ainda lá chega, mas por cores? Um exemplo: o meu exemplar de Pride and Prejudice é azul escuro, o Mansfield Park, Emma e Northanger Abbey são amarelo clarinho, e o Persuasion é cinza antracite, (o Sense an Sensibility não m'alembra). Nem vou falar das milhentas cores da minha colecção completa de Agatha Christie. Cuméquié, separa-se? Põe-se Jane Austen a conviver com Jo Nesbo? O Snowman a estraçalhar-me a pobre Elizabeth Bennet? Ou o Raskolnikov a encher a paciência da sonhadora Catherine Morland? Não pode ser. Questão de bom senso, o mesmo que aconselha arrumar em prateleiras distintas os Lobo Antunes e os Saramagos (que não quero discussões lá em casa).
Outra: cuméquié a cena de comprar livros? Já imagino as cenas nas Bertrands desta vida: este Eça não vem em turquesa?; Diz que este rapaz escreve muito bem, mas já tenho a secção dos verdes preenchida; Boa tarde, podia indicar-me uma edição de bolso em tons de laranja, mas não mais grosso que isto?
Pá, sinceramente. Aliás, çinçeramente. Tende juízo. E respeitinho. Olhó respeitinho.
Vamos a isso. Pintrest: inscrevi-me, e tenho andado por lá a passear. E a coleccionar ideias das boas, ena tantas coisinhas lindas para eu acrescentar à lista das excelentes ideias que nunca porei em prática. Adiante. Por razões de necessidade, pesquiso muito sobre estantes, prateleiras, arrumação de tralha em geral e livros em particular. E eis que o coisinho me começa a sugerir imagens como estas aqui:
Isso. Arrumação de livros por cores. Parece que é tandance.
Tiremos sessenta segundos das nossas atarefadas vidas para reflectir.
Epá. A sério. A sério. Quem é que inventou esta merda. Quem. Quero o/a responsável amarrado ao pelourinho, o mais tardar ao meio dia e meia hora. Ah, mas admite que o efeito é muito lindo. Opiniões. Um livro não é um pano de cozinha, que se escolhe para combinar com a barra dos azulejos. Um livro não é um objecto decorativo, embora se possa arrumar de forma mais decorativa, ou, vá, de acordo com aquilo que nos parece ser mais agradável à vista. Eu tento, mas desde já admito que aprecio muito a anarquia de cores e feitios das lombadas, acho que acrescenta um não-sei-quê de alegria e imprevisibilidade a qualquer divisão.
Mas vamos também a questões práticas. Como é que os seguidores desta moda encontram seja o que for? Como? É que por autores, por temas, um gajo ainda lá chega, mas por cores? Um exemplo: o meu exemplar de Pride and Prejudice é azul escuro, o Mansfield Park, Emma e Northanger Abbey são amarelo clarinho, e o Persuasion é cinza antracite, (o Sense an Sensibility não m'alembra). Nem vou falar das milhentas cores da minha colecção completa de Agatha Christie. Cuméquié, separa-se? Põe-se Jane Austen a conviver com Jo Nesbo? O Snowman a estraçalhar-me a pobre Elizabeth Bennet? Ou o Raskolnikov a encher a paciência da sonhadora Catherine Morland? Não pode ser. Questão de bom senso, o mesmo que aconselha arrumar em prateleiras distintas os Lobo Antunes e os Saramagos (que não quero discussões lá em casa).
Outra: cuméquié a cena de comprar livros? Já imagino as cenas nas Bertrands desta vida: este Eça não vem em turquesa?; Diz que este rapaz escreve muito bem, mas já tenho a secção dos verdes preenchida; Boa tarde, podia indicar-me uma edição de bolso em tons de laranja, mas não mais grosso que isto?
Pá, sinceramente. Aliás, çinçeramente. Tende juízo. E respeitinho. Olhó respeitinho.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Note to self
Um dia em que me sinta menos esfarfalhada e com níveis de humor um bocadinho mais elevados, compor um post, tipo National Geographic, dedicado ao tema "O Bicho-Doutor, essa criatura feroz". Neste preciso momento, o projecto de vida mais imediato é encontrar um bom terapeuta especializado em stress pós-traumático, mais especificamente nas sequelas após confrontos com o referido animal.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Com um simples vestido preto
Queria daqui dar os meus vigorosos cumprimentos à Zara, e ao seu esforço em incentivar a poupança, reduzindo o consumo interno:
É todo um programa macro-económico, kudos.
É todo um programa macro-económico, kudos.
Eu é mais bolos
O prémio do melhor pastel de nata que já fez o percurso digestivo desta vossa vai para o da Manteigaria União. Melhor dizendo, "os", que uma pessoa não se pode fiar nas primeiras impressões, há que ter um certo rigor científico e repetir a experiência para verificar resultados. Verificadíssimos. Massa fininha-fininha; estaladiça-estaladiça; natinha cremosa-cremosa, e nada enjoativa (o mal de muitos é o excesso de açúcar, nhéc).
Sim senhora, já sei que a Aloma é que ganhou o prémio da melhor natinha lisboeta, mas não me fica em caminho, lamento. Sim senhora, já sei que abriram um balcão no ECI, hei-de tratar disso. Mas, até ao momento, e na categoria there's a party in my mouth an everyone's invited, a União 'tá lá. Além de que o atendimento é muito querido, há que dizer. Aquilo costuma estar empacotado de gente, turistas, na sua maioria, que é a única razão para não ter lá ido há mais tempo. Mas a um domingo pós-sessão intelectualoide* ali no Ideal, é exequível. E, pasme-se, os tugas são bem-vindos e mui bem tratados. Conquistaram-me definitivamente ao ver a forma carinhosa, familiar e galanteadora com que trataram um par de velhotas domingueiras, decerto clientes habituais, que foram ali ao seu lanchinho. Cinco estrelas.
(*passada mais de uma semana, ainda não decidi completamente se gostei d'As Mil e Uma Noites, mas acho que sim, porque quero ver os restantes volumes. o que é contraditório, eu sei. aquilo tem momentos de génio, mas depois tem os habituais e constantes e maçadores defeitos de tooodo o cinema português, a saber, o abuso da narração e voz off, uma certa deriva, o excesso de linguagem rebuscada. mas acho que gostei. sim, gostei. mas também não sei explicar porquê. credo.)
Sim senhora, já sei que a Aloma é que ganhou o prémio da melhor natinha lisboeta, mas não me fica em caminho, lamento. Sim senhora, já sei que abriram um balcão no ECI, hei-de tratar disso. Mas, até ao momento, e na categoria there's a party in my mouth an everyone's invited, a União 'tá lá. Além de que o atendimento é muito querido, há que dizer. Aquilo costuma estar empacotado de gente, turistas, na sua maioria, que é a única razão para não ter lá ido há mais tempo. Mas a um domingo pós-sessão intelectualoide* ali no Ideal, é exequível. E, pasme-se, os tugas são bem-vindos e mui bem tratados. Conquistaram-me definitivamente ao ver a forma carinhosa, familiar e galanteadora com que trataram um par de velhotas domingueiras, decerto clientes habituais, que foram ali ao seu lanchinho. Cinco estrelas.
(*passada mais de uma semana, ainda não decidi completamente se gostei d'As Mil e Uma Noites, mas acho que sim, porque quero ver os restantes volumes. o que é contraditório, eu sei. aquilo tem momentos de génio, mas depois tem os habituais e constantes e maçadores defeitos de tooodo o cinema português, a saber, o abuso da narração e voz off, uma certa deriva, o excesso de linguagem rebuscada. mas acho que gostei. sim, gostei. mas também não sei explicar porquê. credo.)
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