quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Paz na terra e o caraças

Uma pessoa sai à rua no dia 26 e percebe que o espírito natalício tem um prazo de validade mais curto que natas frescas deixadas fora do frigorífico: triste, triste espectáculo de sacalhada amontoada à volta de todos os ecopontos azuis.
Pá. Pá, a sério. Dia 24 e 25 não há recolha de nadinha, de nenhum resíduo, porque o pessoal da higiene urbana também tem direitos. E a recolha de diferenciados não se faz todos os dias. Custa muito acondicionar a papelada num saquito e deixá-la lá em casa uns dias? Bolas, o papel nem cheira, sequer!
Se calhar é o mesmo pessoal que suspira de saudades do tempo em que havia respeito, e tal.
E nem vou falar nos dois doidos varridos com quem nos cruzámos na estrada, no regresso a casa na noite de 24. O fulano que conduzia a pick-up a abrir, aos ésses entre carros, a fazer sinais de luzes a quem tivesse o topete de estar à sua frente!, ainda percebo: devia estar mesmo stressado para ir buscar o fardo de palha para a ceia.
Credo, é mesmo um milagre não morrer mais gente na estrada.

4 comentários:

  1. Feliz Natal atrasado! Aqui, o azul já estava entupido dia 23. E rodeado por cartões q poderiam ter sido dobrados e tal.

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    1. Isso dos cartões não dobrados já é habitual, infelizmente...
      Bom (resto de) Natal e boas entradas :)

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  2. Venho comentar o post a seguir. Enquanto o lia, só pensei o que tenho pensado tantas vezes nos últimos tempos, é uma chatice crescer. A palavra chatice é um sinónimo, a palavra é outra. E apesar de não deixares, mas eu quero mesmo deixar-te um grande abraço (virtual) bem apertado, mesmo sabendo que não o procuras, e desejar-te um 2020 melhor, bem melhor. Cheers :)

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    1. Obrigada, Mac, de coração. Um bom 2020 para ti também, com um abraço apertado :)

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